Ribáuè, (Moçambique), 06 Jun (AIM) – O Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) acaba de assinar, na vila municipal de Ribáuè, na nortenha província de Nampula, com o projecto Feed The Future Mozambique- Resiliência Integrada na Nutrição e Agricultura (FTF-RESINA), um acordo de subvenção no valor de 269 mil dólares norte-americanos, (cerca de 17 milhões de meticais), para o incremento da sua capacidade de produção de semente básica.
O projecto de irrigação será desenvolvido no campo de experiências do IIAM, no distrito de Ribáuè, e tem como propósito melhorar a capacitação, técnicas de boas práticas e acesso dos produtores às tecnologias.
“O memorando de entendimento com o IIAM visa fortalecer a sua capacidade de produzir sementes de boa qualidade de primeira geração que depois irão alimentar toda a restante cadeia de produção. Temos que plantar hoje boas sementes para ter boas colheitas amanha”, enfatizou, no acto, o director do gabinete de Resiliência e Crescimento da USAID, Michael Nicholson.
A directora-geral do IIAM, Zélia Menete, também presente na assinatura do referido memorando, destacou que o meio rural tem muita coragem e hábito de trabalho, com pessoas motivadas e sob a liderança certa, factores que podem conduzir ao sucesso desta iniciativa.
Aliás, afirmou que, desta feita, o IIAM vai ganhar capacidade para produzir semente básica, durante todo o ano, o que sem irrigação, não seria possível.
“Os fundos que recebemos são muito importantes, mas o recurso mais importante são as pessoas motivadas com boa liderança, com o pouco que há vamos conseguir fazer muito. Mas não basta ter só semente de qualidade se essa não chegar aos agricultores. Estes fundos serão geridos aqui no IIAM, em Nampula, e nós vamos continuar a dar o nosso apoio e monitoria”, concluiu.
A iniciativa faz parte do projecto FTF RESINA com a duração de cinco anos, financiado pela Agência dos Estados Unidos da América para o Desenvolvimento Internacional (USAID) em 32 milhões de dólares, para apoiar agricultores das províncias de Zambézia e Nampula, através de uma abordagem de sistemas alimentares locais.
Dados apurados pela AIM, junto do FTF RESINA, apontam que o projecto, que vai já no seu segundo ano de implementação, tem como objectivo aumentar as capacidades de resiliência de aproximadamente 152 mil famílias, através do aumento da segurança alimentar, melhoria da gestão dos recursos naturais produtivos e também do estado nutricional das mulheres, raparigas adolescentes e crianças.
Na província de Nampula, abrange os distritos de Murrupula, Mogovolas, Ribáuè, Mecubúri e Lalaua; e na Zambézia, contempla Mocuba, Ile, Gúruè, Namarrói, Lugela e Alto Molócuè.
Na província de Nampula, a mais populosa de Moçambique, com cerca de 6,5 milhões de habitantes, cerca de 70 por cento tem como principal fonte de renda a agricultura.
(AIM)
Rosa Inguane/dt
