Foto familia da 3ª Reunião Nacional do Gabinete Central de Combate à Criminalidade Organizada e Transnacional
Matutuíne (Moçambique) 02 Set (AIM) – O Procurador-geral da República de Moçambique, Américo Letela, reconhece a sofisticação dos crimes, particularmente nos últimos anos, um desenvolvimento que exige uma resposta estratégica e multissectorial.
Letela falava durante a cerimónia de abertura da 3ª Reunião Nacional do Gabinete Central de Combate à Criminalidade Organizada e Transnacional (GCCCOT) evento que iniciou hoje (02) no posto administrativo da Ponta d´Ouro, distrito de Matutuíne, província de Maputo, sul de Moçambique.
Por isso, frisou Letela, cada órgão ou interveniente é chamado a contribuir activamente para a sua erradicação.
Letela aponta particularmente o aumento do tráfico de drogas através da costa moçambicana, circulação ilícita de capitais, uso das tecnologias digitais para crimes financeiros e a ligação de redes criminosas a conflitos armados, como fenómenos urgentes a serem eliminados.
O evento decorre sob o lema “Reforçando a Cooperação Nacional e Internacional no Combate à Criminalidade Organizada e Transnacional”.
“Ao iniciarmos os trabalhos da 3ª Reunião Nacional do GCCCOT, somos chamados não apenas a reflectir, mas também a agir com determinação e responsabilidade”, disse.
Letelaacredita que os moçambicanos esperam que as acções da PGR se traduzam em condenações efectivas dos criminosos, recuperacao dos activos desviados e erradicacao das redes criminosas, facto que vai impactar na redução da criminalidade organizada e transnacional.
“A sociedade”, acrescentou, “deposita em nós a expectativa de que seremos capazes de contribuir para a construção de um sistema de justiça mais eficaz, mais transparente e mais resiliente às ameaças da criminalidade organizada”.
O mais recente relatório global sobre o Crime Organizado Transnacional, divulgado pela Organização das Nações Unidas, refere que as regiões austral e ocidental de África registam crescente presença de redes criminosas que operam de forma sofisticada, e exploram as rotas marítimas e fronteiras terrestres frágeis.
O crime organizado transnacional, segundo Letela, tem impactos sérios, pois enfraquece o Estado de Direito, corrói a confiança dos cidadãos nas instituições, compromete a segurança nacional e dificulta o desenvolvimento económico.
“É neste contexto que o lema da nossa reunião se revela particularmente pertinente: nenhuma instituição ou país consegue, isoladamente, enfrentar a dimensão e a complexidade da criminalidade organizada”, disse.
O Procurador-geral afirmou que o GCCCOT tem desempenhado um papel cada vez mais visível e determinante na luta contra tipologia de crimes, desde a sua criação, no segundo semestre de 2023, e assume a missão de coordenar esforços, dinamizar investigações complexas e reforçar a articulação com outros órgãos do sistema de justiça criminal.
“A cooperação nacional, regional e internacional é, portanto, uma exigência incontornável”, vincou, destacando a estreita coordenação do GCCCOT com o Serviço Nacional de Investigação Criminal e o Gabinete de Informação Financeira de Moçambique, que, acrescentou o procurador-geral, asseguram investigações mais céleres, eficazes.
A 3ª reunião termina próxima quarta-feira (03).
(AIM)
Ac
