Foto arquivo. Destroços do acidente rodoviário ocorrido na Estrada Nacional Número Seis (N6) distrito de Nhamatanda, província de Sofala
Maputo, 27 Nov (AIM) – Os acidentes de viação, ocorridos em Moçambique no período compreendido entre Janeiro e Setembro do corrente ano, já fizeram pelo menos 662 mortos.
As mortes resultam de 488 casos de sinistralidade rodoviária. Em igual período do ano de 2024, o país registou 459 acidentes que resultaram em 555 óbitos, que corresponde a uma subida de 19,3 por cento.
Os acidentes registados no presente ano fizeram 466 pessoas feridos graves, contra 413 de igual período do ano transacto.
De Janeiro à Setembro de 2025, houve registo de 752 feridos ligeiros contra 761 dos primeiros nove meses do ano 2024.
“A cada dia que passa, às nossas estradas estão a se transformar em autênticos corredores de mortes”, disse o Presidente da República, Daniel Chapo, na abertura do 35º Conselho Coordenador do Ministério do Interior.
Referiu que as estatísticas mostram que os acidentes de viação são mais mortíferos que, por exemplo, a malária.
“Só para terem noção, no ano de 2024 houve 358 mortes hospitalares causados pela malária, neste ano como já referimos, os acidentes de viação já provocaram 662 mortes”, disse.
“O mais preocupante é que todos que estão nesta sala sabem que a causa principal da maior presença destes acidentes é o Homem, o comportamento humano cuja conduta negligente, irresponsável e criminosa interrompe abruptamente a vida de nossos concidadãos, limitando sonhos e esperança em prejuízos das crianças, das famílias e do pais em geral, mas ninguém toma medidas para estancar”, acrescentou.
O Chefe do Estado questionou a corporação do que estava a espera para tomar medidas correctivas no sentido de pararem com os acidentes de viação.
“Não faz sentido que vocês consigam apanhar sono, enquanto vidas inocentes se perdem na via pública, por apadrinhamento criminoso e cúmplice daqueles que deviam controlar e evitar estes acidentes de viação na via pública “, disse.
Sublinhou ser urgente que o Ministério do Interior, em coordenação com outros sectores muito importantes para o controlo de acidentes, como Ministério de Transportes e Logística, desencorajem más práticas.
“O famoso xitique (crédito rotativo) de cinco mil meticais (cerca de 78 dólares), fruto de corrupção que é pratica no seio da polícia de trânsito, é crime meus senhores tem que acabar com isso”, advertiu.
Outro aspecto tem que ver com a superlotação dos transportes públicos de passageiros. Por isso, Chapo desafia o Ministério do Interior a apostar na modernização tecnológica.
“É uma necessidade estratégica, neste sentido que sejam fortalecidas entre outras iniciativas de vídeo vigilância urbana, interoperabilidade de bases de dados ao nível do Ministério, identidade digital e sistemas electrónico de gestão de fronteiras “, disse.
Recomendou igualmente a formação permanente, promoções com base em meritocracia e a valorização de quadros.
“A corrupção deve ser combatida sem contemplações, a indisciplina deve ser punida no seio da corporação e a ética deve ser a alma da instituição e deve ser motivada ao nível da corporação”, disse.
(AIM)
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