Teste rapido de HIV
Maputo, 27 Nov (AIM) – O Conselho Nacional de Combate ao HIV/SIDA (CNCS) anunciou a introdução, no primeiro trimestre de 2026,da profilaxia pré-exposição (PrEP), um regime destinado a pessoas sem HIV mas em risco elevado.
A iniciativa conta com o apoio do governo norte-americano e do Fundo Global de Luta contra o HIV, Tuberculose e Malária.
A informação foi partilhada esta quinta-feira (27), em Maputo, pelo secretário-executivo do CNCS, Francisco Mbofana, em conferência de imprensa, no âmbito das celebrações do Dia Mundial de Luta contra o HIV/SIDA que se assinala no mundo inteiro a 01 de Dezembro.
“Este medicamento, que não é vacina e nem tratamento, será administrado duas vezes por ano e ajuda quase 100% das pessoas em risco a evitar a infecção pelo HIV. Destina-se a raparigas adolescentes, mulheres jovens, mulheres trabalhadoras e casais discordantes, onde apenas um dos parceiros tem HIV.”
Segundo Mbofana, a implementação será faseada. “Temos que ter calma; as condições serão criadas para que o medicamento chegue a todos que dele necessitam.”
O anúncio da PrEP surge num contexto de cortes de financiamento externo, que estão a ser avaliados pelo Ministério da Saúde (MISAU) para propor medidas de mitigação.
A prevalência do HIV em adultos com 15 ou mais anos mantém-se em 12,5%, com Gaza (20,4%), Zambézia (17,1%), Cidade de Maputo (16,6%) e Maputo (15,3%) as províncias mais afectadas.
O responsável sublinhou que “nos últimos anos temos enfrentado crises que afectam a nossa capacidade de responder ao HIV, como tempestades e cheias que interrompem serviços de saúde e dificultam o acesso da população aos cuidados.”
Em termos de tratamento, avançou que foram adoptadas medidas para assegurar a continuidade terapêutica, sobretudo em zonas rurais.
“Hoje, as pessoas podem receber medicamentos para três, seis e até doze meses, garantindo a continuidade do tratamento mesmo quando se apartam das unidades sanitárias.”
A cerimónia central das comemorações do Dia Mundial de Luta contra o HIV/SIDA terá lugar em Maputo, com a participação da Primeira-Ministra, entidades do Estado, parceiros da sociedade civil, organismos internacionais e pessoas vivendo com HIV.
“Contaremos com a participação de diferentes entidades do Estado, parceiros da sociedade civil, organismos internacionais e pessoas vivendo com HIV, que são parte fundamental desta resposta.”
Durante o mês de Dezembro, o movimento Dezembro Vermelho irá realizar acções de sensibilização, testagem, aconselhamento, distribuição de preservativos e visitas a pessoas afectadas, com atenção especial para crianças órfãs e vulneráveis.
Mbofana reforçou que combater o HIV/SIDA é responsabilidade colectiva. “O nosso intento é que, até 2030, possamos afirmar que o HIV não constitui mais uma ameaça de saúde pública.”
(AIM)
NL/ sg
