Vista parcial da Cidade de Maputo
Maputo, 28 Nov (AIM) – A Cidade de Maputo registou uma produção global de 42.661.312,72 mil meticais (627,7 milhões de dólares) no período compreendido de Janeiro a Setembro do corrente, correspondente a 72,88% do plano anual e um crescimento de 1,7% face a igual período de 2024, apesar dos desafios orçamentais e do contexto político vivido nos primeiros meses do ano.
A informação foi divulgada esta sexta-feira (28), em Maputo, pelo Secretário de Estado na Cidade de Maputo, Vicente Joaquim, durante a 26.ª sessão plenária do Observatório de Desenvolvimento, que decorreu sob o lema: “A Governação Participativa no Contexto da Descentralização”.
De acordo com Joaquim, os sectores que mais impulsionaram o crescimento foram alojamento e restauração (41%), transportes e comunicações (26%) e indústria transformadora (12%).
A arrecadação de receitas atingiu 350.053,40 mil meticais, superando a meta anual de 337.021,32 mil meticais. A execução global foi de 5.333.732,58 mil meticais, dos quais 5.154.413,30 mil meticais referem-se ao orçamento de funcionamento e 179.319,28 mil meticais ao investimento.
No sector agrícola, foram produzidas 161.994,4 toneladas de culturas diversas, incluindo 158.137,1 toneladas de hortícolas, 3.395,6 toneladas de raízes, 406,6 toneladas de leguminosas e 55,2 toneladas de cereais, cultivadas numa área de 6.115,1 hectares, atingindo 79,4% do plano anual.
Na produção animal, destacaram-se 5.720,92 toneladas de carne de frango (crescimento de 1,3%), 258.522 dúzias de ovos (crescimento de 2,5%), 1.740,2 toneladas de carne bovina, 32,7 toneladas de carne suína e 6,7 toneladas de carne de pato. A pesca artesanal registou 5.710 toneladas, representando um decréscimo de 29,6% face a 2024.
No âmbito social, foram matriculados 284.834 novos alunos nas escolas da cidade, distribuídas 29.786 redes mosquiteiras a grávidas em consultas pré-natais, efectuadas 3.299 novas ligações de água e 9.196 novas ligações de energia, com um crescimento de 6,3% em relação ao ano anterior. O Programa de Protecção Social beneficiou 18.578 agregados familiares.
“Apesar dos resultados encorajadores, precisamos de redobrar os nossos esforços para o cumprimento do planificado, garantindo a melhoria das condições de vida da população”, afirmou.
Para 2026, Joaquim avançou que o foco será a execução das actividades com maior impacto social, incluindo educação, saúde e protecção social. “Continuaremos a trabalhar pela estabilidade macroeconómica, arrecadação de receitas e expansão da cobertura de partos institucionais.”
O dirigente lembrou que o início do ano foi marcado por um clima de contestação, em consequência das eleições de Outubro de 2024.“As actividades foram realizadas num ambiente de contestações, que teve como consequência a destruição de infra-estruturas públicas e privadas. Trabalhámos também com um orçamento restritivo, baseado em medidas de racionalização e contenção da despesa.”
Joaquim recordou ainda que o Plano Económico e Social e o Orçamento do Estado (PESOE) foram elaborados com base em medidas de contenção e racionalização da despesa pública, alinhados à Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025–2044 e ao Programa Quinquenal do Governo 2025–2029.
(AIM)
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