Presidente da Republica, Daniel Chapo discursa na abertura da Conferencia Internacional, 50 anos da HCB. Foto de Ferhat Momade
Maputo, 21 Abril (AIM) – Estudos recentes indicam que Moçambique poderá ser responsável pela produção de cerca 20 por cento da produção energética gerada no continente africano até finais do ano 2040.
“Estudos, como da África Energy Outlook 2024, Mozambique Special Report, indicam que o país será responsável por 20 por cento da produção energética do continente africano até 2040 e o país poderá integrar a lista dos 10 maiores produtores de energia no mundo”, disse o Presidente da República, Daniel Chapo, hoje (21) em Maputo.
O Chefe do Estado moçambicano falava durante a conferência internacional alusiva ao 50 aniversário da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, que se celebra sob lema “Ontem, Hoje e o futuro: Uma Empresa Estratégica e Estruturante de Moçambique e da Região”.
Segundo Daniel Chapo, as projecções indicam que o país poderá gerar 187 Gigawatts (GW) de energia até 2040, proveniente de uma variedade de fontes.
“Neste momento, estamos a construir uma central eléctrica em Temane na província de Inhambane, para a produção de 450MW através do gás que é a maior central que estamos a construir depois da independência “, disse.
O Presidente da República, fez saber que a HCB produz desde a independência nacional 2.075, por isso, entende ser oportuno a implementação de um plano de investimentos com vista a reabilitação e modernização dos principais equipamentos da cadeia de produção e transporte de energia, de modo a gerar maior disponibilidade e fiabilidade do sistema.
O plano de investimentos vai contribuir para que futuramente o país possa embarcar em outras iniciativas de aumento da capacidade, parte estratégica de fazer o país de hub energético da região.
Sublinhou que a produção de energia eléctrica visa satisfazer os objectivos do país, de industrialização, geração de emprego, principalmente para a juventude, que figuram no topo das preocupações do executivo moçambicano.
“Como governo temos estado a promover a implementação de acções que podem aumentar a capacidade de satisfazer a crescente procura do mercado nacional e regional através de soluções sustentáveis a médio e longo prazo”, disse.
Actualmente o governo está numa fase avançada de consultas comunitárias, construção da hidroeléctrica de Mpanda Nkua, um empreendimento energético que vai acrescentar mais 1.500 megawatts, para o país e a região.
Este projecto, não contempla as barragens de Borroma, Lupata, Chemba e outras sobre rio Zambeze que concentram cerca de 80 por cento da capacidade hidroeléctrica do país, com resultados estruturantes da economia de Moçambique.
“Contamos com iniciativas de produção de energia como sejam a central norte de Cahora Bassa, centrais térmicas, eólicas e fotovoltaica um pouco por todo país, dado a disponibilidade de recursos naturais, níveis solares e favoráveis em algumas províncias de Moçambique.
O evento contou com várias Individualidades estrangeiras ao nível da região, Países da Comunidade de Língua Portuguesa, parceiros de Cooperação, Accionistas entre outros.
(AIM)
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