Por: Samuel Nhamurave da AIM, em Nacala
Nacala-Porto, 20 Out (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou a intenção do Governo de iniciar a construção dos primeiros parques industriais na Zona Económica Especial de Nacala, província de Nampula, com vista à atracção de investimentos, ao processamento local dos recursos minerais e à criação de postos de trabalho.
“Queremos pólos de desenvolvimento que gerem actividade económica. Por isso, nesta Zona Económica Especial de Nacala, queremos começar a construção dos primeiros parques industriais”, afirmou Chapo, hoje, em Nacala-Porto, na abertura da Conferência Anual de Valorização dos Minerais e Desenvolvimento (CAVAME-d 2026).
Na ocasião, o Chefe do Estado referiu que a iniciativa pretende transformar Nacala num centro de desenvolvimento industrial, através da instalação de unidades de produção e processamento capazes de acrescentar valor aos recursos naturais antes da sua exportação.
Como exemplo, mencionou o Parque Industrial de Beluluane, associado ao desenvolvimento da Mozal, defendendo a instalação de grandes unidades industriais também na Zona Económica Especial de Nacala.
“É neste contexto que se enquadra o projecto de infraestruturação das zonas francas industriais de Locone e Minhuene, cujo início se prevê para breve”, declarou.
Segundo o Presidente, estas zonas deverão acolher projectos de beneficiação e processamento de recursos minerais, incluindo zircónio e grafite.
Para viabilizar a instalação das unidades industriais, o Governo pretende assegurar infra-estruturas básicas, nomeadamente terrenos preparados, estradas de acesso, abastecimento de água e energia eléctrica, bem como ligações aos sistemas de transporte e logística.
“Os investidores querem encontrar terra já parcelada, estrada, água e energia”, afirmou Chapo, referindo-se às condições necessárias para a implantação de empresas.
O estadista destacou igualmente a importância do fornecimento de energia eléctrica fiável, sustentável e a custos competitivos para o funcionamento das unidades industriais.
Chapo defendeu ainda que a exploração dos recursos minerais seja acompanhada pela sua transformação em território nacional, de modo a gerar rendimento e oportunidades de emprego.
“A riqueza mineral só terá verdadeiro sentido se produzir benefícios reais para o povo moçambicano”, afirmou, sublinhando a necessidade de converter o conhecimento sobre os recursos existentes no subsolo em projectos capazes de gerar empregos e salários.
A construção dos parques industriais e a infraestruturação das zonas francas de Locone e Minhuene integram as iniciativas anunciadas pelo Governo para atrair investimentos produtivos para a Zona Económica Especial de Nacala.
(AIM)
SNN/PC
