Maputo, 25 Jun (AIM) – Diversas figuras políticas defenderam hoje o aprofundamento da inclusão, da unidade nacional e da distribuição mais equilibrada da riqueza como factores essenciais para consolidar os ganhos da independência nacional.
Falando à margem das celebrações dos 51 anos da Independência Nacional, o secretário-geral da Frelimo, Chakil Aboobacar, afirmou que a prioridade do país deve centrar-se na transformação dos recursos naturais em benefícios concretos para a população.
“A missão agora é continuar a trabalhar para que os moçambicanos efectivamente possam usufruir das suas riquezas”, afirmou.
Segundo Aboobacar, o objectivo consiste em converter o potencial económico do país em prosperidade partilhada.
“Possamos transformar os nossos recursos em riqueza real para o nosso povo e que os moçambicanos possam, de forma definitiva, alcançar a independência económica que todos nós desejamos”, disse.
Entretanto, o chefe da bancada parlamentar do MDM, Fernando Bismarque, apontou a necessidade de reformas que promovam maior inclusão económica e institucional.
“O diálogo político que está em curso vai permitir reformas necessárias para rever a distribuição das riquezas do país”, afirmou.
Bismarque considerou igualmente essencial combater práticas que limitam a igualdade de oportunidades entre os cidadãos.
“Temos de promover mais inclusão, mais unidade, mais partilha das riquezas que o país dispõe e uma administração pública acessível a todos os moçambicanos sem cor partidária”, declarou.
Já o Provedor de Justiça, Isaque Chande, considerou que Moçambique dispõe actualmente de bases sólidas para continuar a avançar no desenvolvimento económico e social, embora reconheça a persistência de desafios como o terrorismo em Cabo Delgado e a necessidade de aumentar a produção de alimentos.
Chande destacou os progressos registados desde a independência, sobretudo nos sectores da educação e da saúde, apontando a expansão do acesso aos serviços públicos e a formação de quadros nacionais como algumas das principais conquistas alcançadas ao longo dos últimos 51 anos.
“A questão da unidade nacional é de fundamental importância porque só unidos poderemos enfrentar este mal que é o terrorismo na província de Cabo Delgado”, afirmou, defendendo igualmente o reforço da produção como condição para assegurar melhores condições de vida para todos os moçambicanos.
(AIM)
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