Secretário de Estado do Mar e Pescas, Momade Juízo (centro), dirige as cerimónias centrais do Dia Mundial dos Oceanos, sob o lema "Catalisando a Acção para o Nosso Oceano e Clima". Foto de Carlos Júnior
Maputo, 06 Jun (AIM) – Moçambique revela-se cada vez mais comprometido em aproveitar ao máximo os benefícios que o mar oferece, focando no uso sustentável dos recursos marinhos e no desenvolvimento da “economia azul”.
Isso inclui o turismo, a pesca, a indústria do gás e petróleo, a criação de áreas marinhas protegidas, e o desenvolvimento de infra-estruturas portuárias e de transporte marítimo.
A determinação foi renovada esta sexta-feira (06), em Maputo, pelo Secretário de Estado do Mar e Pescas, Momade Juízo, durante um seminário alusivo as celebrações do Dia Mundial dos Oceanos que se assinala a 08 de Junho. No presente ano celebra-se sob o lema ”Catalisando a Acção para o Nosso Oceano e o Clima”.
“Reconhecendo a importância do mar para o nosso país, que vive com o mar e do mar, o governo de Moçambique está fortemente comprometido em maximizar os benefícios que o mar oferece, sempre numa base de sustentabilidade”, vincou.
Importa lembrar que o compromisso, inserido nos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, com enfoque para o Objectivo número 14, preconiza a protecção da vida marinha, através da conservação e uso, de forma sustentável, dos oceanos, mares e recursos marinhos.
Acrescentou que os inúmeros benefícios oferecidos pelos oceanos estão sendo comprometidos devido à proliferação dos problemas que enfermam o oceano, com destaque para a crise climática e o uso crescente dos oceanos e os seus recursos.
“Estes desafios impõem ao país uma reflexão mais criativa, inovativa e arrojada na forma como lidamos com o oceano, enfatizando a necessidade de agirmos de uma forma global e, não isoladamente por este oceano que efectivamente se quer global e também promotora do desenvolvimento global”, disse.
Referiu que Moçambique, com uma linha de costa de 2.700 quilómetros e 60 porcento da população a viver na zona costeira, vem reforçando o seu quadro político e legal sobre a gestão sustentável, integrada e sustentada do mar visando, com destaque para a aprovação de vários instrumentos estratégicos e iniciativas que promovam o desenvolvimento ambiental, social e económico do país.
Para atingir este desiderato, Juízo considera crucial elevar a responsabilidade colectiva e individual, partilha de ideias, visão estratégica e acções para a nobre missão que é incumbida a todos, a defesa do mar e dos ecossistemas marinhos, a sua utilização sustentável e o resguardo para as gerações vindouras.
“Este resguardo impõe-nos grandes desafios, como o combate à pesca ilegal e outras práticas nocivas à saúde dos habitats marinhos; a destruição de mangais e de outros integrantes dos ecossistemas, em prejuízo claro do ambiente marinho e, não só, a proliferação do lixo nas nossas águas, em particular o lixo plástico que periga a vida marinha e, por sua vez, a vida de todos nós”, salientou.
Apesar destes desafios, reconheceu as múltiplas iniciativas realizadas pelo governo moçambicano para garantir que os recursos marinhos sejam utilizados de forma responsável e sustentável, contribuindo para o desenvolvimento socioeconómico do país, enquanto se preserva a saúde do ambiente.
Saudou as iniciativas das comunidades, da sociedade civil, da academia, dos parceiros e de outros intervenientes nos assuntos do mar, “cuja contribuição é extremamente valiosa para reverter esta situação”, sublinhou.
A “economia azul” é vista como uma forma de promover o crescimento sustentável, criar empregos, melhorar a segurança alimentar e empoderar mulheres e jovens.
(AIM)
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