Foto família dos participantes do Diálogo Nacional Inclusivo
Maputo, 10 Set (AIM) – Líderes políticos moçambicanos reforçaram, esta quarta-feira (10), o seu compromisso com reformas profundas e apelaram à participação ampla de todos os sectores da sociedade no Diálogo Nacional Inclusivo, tendo destacado a importância de consolidar a paz, fortalecer a boa governação e promover o desenvolvimento sustentável do país.
Os dirigentes políticos, falando à margem da cerimónia de lançamento da fase de auscultação pública do Diálogo Nacional Inclusivo, sublinharam a necessidade de participação de todos os cidadãos, incluindo a sociedade civil e os órgãos de comunicação social.
Além disso, destacaram que a legitimidade do diálogo depende da inclusão efectiva de todos os sectores da sociedade.
O Presidente do PODEMOS e líder da oposição, Albino Forquilha, afirmou que o debate incorpora os interesses supremos do país e deve permitir que a Assembleia da República aprove os instrumentos resultantes, os quais depois serão operacionalizados.
Além disso, sublinhou que a participação ampla de todos os moçambicanos é determinante para o sucesso do processo. Por conseguinte, reforçou que a adesão de todos os cidadãos contribuirá para dar maior legitimidade às decisões tomadas e, consequentemente, assegurar a estabilidade política.
O líder da RENAMO, Ossufo Momade, destacou a importância da participacao de todos os cidadãos no diálogo. “Só será possível alcançar resultados tangíveis, através de uma acção efectiva”.
Acrescentou que a legitimidade do processo depende da transparência e da inclusão de todos os sectores, alertando que, sem esse envolvimento colectivo, os objectivos do diálogo poderão ficar comprometidos.
Já o antigo Presidente da República, Filipe Nyusi, sublinhou a importância histórica do diálogo e da participação de todos os moçambicanos.
Recordou que o movimento inicial, lançado em 07 de Fevereiro de 2015, visava descentralização, renovação e o Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR). Para além disso, Nyusi acrescentou que, após as últimas eleições, surgiram levantamentos que exigiram uma gestão cuidadosa do momento, incluindo encontros com diversas camadas sociais.
Destacou, igualmente, que, apesar das dificuldades, é uma grande alegria constatar que “os nossos habitantes todos são úteis” e que, portanto, o processo está a ser continuado com êxito e cuidado.
Por outro lado, o presidente interino da Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA), Venâncio Mondlane, afirmou que o seu partido mantém intacta a vontade de participar do Diálogo Nacional Inclusivo.
Mondlane acrescentou que a ANAMOLA dispõe de propostas técnicas concretas sobre pilares essenciais para as reformas do país.
No entanto, alertou que a exclusão de actores relevantes poderá comprometer a qualidade do debate, tornando-o incompleto e deficitário.
Por conseguinte, de acordo com os líderes presentes, o Diálogo Nacional Inclusivo constitui uma oportunidade histórica para atender a demanda de reformas no país, consolidar a paz e promover a boa governação.
Além disso, salientaram que o sucesso depende da integração efectiva de todos os sectores da sociedade no processo.
(AIM)
NL/sg
