Militares das FADM. Foto de Ferhat Momade
Chimoio (Moçambique), 20 Fev (AIM) – A defesa da pátria não deve ser vista como um custo; pelo contrário, é um investimento estratégico para o futuro da nação moçambicana.
A convicção é do Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), Daniel Chapo expressa esta sexta-feira (20), durante a cerimónia de encerramento do ano militar 2025 e abertura das actividades de 2026, na cidade de Chimoio, província central de Manica.
“Podemos afirmar com clareza que a defesa nacional não é um custo, pelo contrário, é um investimento estratégico no futuro da nação moçambicana”, assinalou.
Segundo o comandante-chefe das FADM, lutar pela pátria significa defender infra-estruturas, corredores logísticos e de desenvolvimento do Estado, recursos naturais estratégicos, o Canal de Moçambique, o espaço aéreo, terrestre e marítimo nacional e, acima de tudo, proteger o povo moçambicano.
Cada porto protegido, estrada assegurada, campo agrícola estabilizado e projecto energético salvaguardado é parte da batalha pela soberania económica.
“Na nossa província de Manica, por exemplo, temos que continuar a defender os nossos recursos naturais, manter o ambiente protegido e proteger o povo moçambicano contra os chamados ‘homens-catanas’”, acrescentou.
Para garantir a pátria e lutar pela independência económica, face às ameaças contemporâneas, Chapo referiu que “precisamos das nossas forças armadas bem treinadas, com superioridade operacional, logística sustentável, interoperabilidade de comunicações, forte componente aérea e marítima, incluindo terrestre com elevada capacidade de protecção da força”.
“Mas, acima de tudo, precisamos de forças armadas que imponham respeito e dignifiquem a sua farda, tanto a nível nacional como no plano internacional. Para o efeito, as FADM devem ser escola de disciplina, forja do patriotismo, espaço de formação para a vida e guardiãs dos direitos humanos e da dignidade do cidadão.”
O uniforme que vestem não é apenas símbolo de autoridade; é uma marca de responsabilidade moral perante o povo moçambicano.
“Hoje, vivemos num mundo interdependente. A cooperação militar e estratégica é uma necessidade que não pode ser descurada. Missões conjuntas, exercícios multinacionais e partilha de informação reforçam a nossa capacidade operacional e o prestígio internacional”, acrescentou.
“Nesse exercício de cooperação, jamais devemos delegar a defesa da nossa soberania. A defesa da pátria não se delega. A defesa de Moçambique é responsabilidade, em primeira linha, dos moçambicanos. As forças amigas vêm auxiliar-nos e são bem-vindas.”
O início do ano operacional militar 2026 não é apenas um novo ciclo administrativo. Abre uma nova página, onde se pretende escrever narrativas de vitórias, de batalhas ganhas, de bases inimigas destruídas, de armamento recuperado e de povoações completamente livres, onde as populações circulam livremente.
“Que este seja o ano da consolidação da superioridade estratégica, do reforço da disciplina e da prontidão, do aprofundamento da cultura de excelência, da consolidação da moral combativa e do aumento da confiança e respeito do povo perante as forças armadas”, destacou.
“Este ano, queremos ver e sentir progressos no combate ao terrorismo. Cada militar deve sentir que é parte activa da construção do destino nacional, porque a pátria não é uma abstracção. É o nosso povo. A pátria é o futuro que estamos a construir juntos”.
(AIM)
Nestor Magado (NM) /sg
