Presidente da República, Daniel Chapo, passa em revista as forças especiais. Foto arquivo
Chimoio (Moçambique), 20 Fev (AIM) – O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, exige um exército preparado e modernizado para garantir a segurança do território nacional e assegurar o desenvolvimento do país.
Aliás, disse Chapo, nenhum país pode desenvolver-se sob ameaça e, por isso, o combate ao terrorismo deve estar no topo da agenda das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), sem, no entanto, esquecer outros males que atentam contra a segurança e o desenvolvimento do país.
Daniel Chapo, que é Comandante-Chefe das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, falava hoje (20) na cerimónia de encerramento do ano operacional militar 2025 e abertura do ano 2026, acto que ocorreu no batalhão de infantaria, na cidade de Chimoio, capital da província de Manica.
“Vivemos num tempo de profundas transformações geopolíticas a nível global. As ameaças contemporâneas deixaram de ser lineares. São híbridas, assimétricas, transnacionais e tecnologicamente sofisticadas”, disse o estadista moçambicano.
“Neste contexto, é imperioso que todos os Estados tenham Forças Armadas bem preparadas, modernas, moralmente firmes e estrategicamente orientadas. Para Moçambique, esta exigência é ainda maior, porque desde Outubro de 2017 é vítima do terrorismo, um fenómeno com ramificações e actuação complexa a nível nacional, regional, continental e mundial.”
Disse que, no presente ciclo governativo, a principal missão deve centrar-se na implantação dos alicerces da independência económica do país.
“Sabemos, porém, que não vamos alcançar a independência económica sem uma defesa robusta e sem paz. A paz e a segurança são condições principais para o alcance da independência económica para o povo moçambicano”, lembrou o Comandante-Chefe da FADM.
Chapo afirmou que, ao assinalar o início de um novo ano operacional, é fundamental que o Ministério da Defesa Nacional e o Estado-Maior General das FADM assumam o combate ao terrorismo como missão estratégica, para que este mal não coloque em causa a materialização do grande sonho da nação moçambicana: o alcance da independência económica.
“Gostaríamos de chamar atenção de que nenhuma outra dimensão da segurança nacional deve ser menosprezada. Devemos actuar com visão integrada, planeamento rigoroso e execução disciplinada. Claramente, estamos a orientar para que haja definição, estratificação e priorização de ameaças contra o Estado moçambicano”, acrescentou Daniel Chapo.
“De forma resumida, diríamos que o combate ao terrorismo deve estar no topo da agenda do Ministro da Defesa Nacional e do Chefe do Estado-Maior General das FADM, mas sem esquecer as outras ameaças que pairam pelo país. A geração de 25 de Setembro de 1964 lutou para conquistar a independência política, fez a sua parte e continua a fazer. A nossa geração tem a responsabilidade de consolidar a defesa da pátria e de lutar pelo alcance da independência económica.”
Referiu que, neste contexto, as FADM, por serem legítimas herdeiras da valentia e bravura da geração de 25 de Setembro, têm responsabilidades maiores na defesa da pátria.
“Hoje, lutar pela pátria não significa combater o colonialismo fascista. Lutar pela pátria passa por expulsar os terroristas da nossa terra, representa combater o crime organizado e transnacional, assim como toda e qualquer acção que perturba a ordem e a tranquilidade públicas do povo moçambicano”, sublinhou o estadista moçambicano.
A cerimónia de encerramento e abertura do ano operacional militar 2026 foi marcada por várias actividades, destacando-se uma feira de saúde, deposição de coroas de flores e uma parada militar constituída por diversos ramos do exército.
(AIM)
Nestor Magado (NM)
