Maputo (Moçambique), 25 Mar (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu hoje, em Nairobi, que o sector privado deve assumir um papel central como motor do desenvolvimento económico de África, cabendo aos governos a responsabilidade de criar condições para facilitar negócios e atrair investimentos.
Chapo falava durante a cerimónia de abertura da IV Conferência Internacional de Investimento do Quénia, onde participou como convidado de honra do Presidente queniano, William Ruto.
“Nós, neste momento, estamos para liderar os países, mas também para facilitar fazer negócios, facilitar investimentos e, sobretudo, facilitar fazer dinheiro tanto no Quénia como em Moçambique, e no nosso continente africano”, disse.
Por isso, convidou os investidores africanos a comprometerem-se com o continente, sublinhando que o futuro económico global será, em parte, construído em África.
Segundo Chapo, esse futuro será edificado não apenas por africanos, mas também por investidores internacionais, actuando como parceiros, com liderança partilhada entre os sectores público e privado.
Chapo manifestou-se convicto de que África não será apenas um dos principais centros de crescimento económico do século XXI, mas também um dos seus principais motores.
Países como Moçambique e Quénia, acrescentou, têm uma responsabilidade histórica de liderar esta transformação com determinação.
“Moçambique e Quénia oferecem escala; oferecemos recursos naturais; oferecemos localização geográfica extraordinária, e, acima de tudo, oferece uma liderança comprometida com a estabilidade, com a paz, com segurança, reformas e crescimento inclusivo”, vincou.
O estadista reconheceu que o actual contexto exige uma mudança de abordagem, defendendo investimentos feitos com África e não apenas em África, com base na confiança mútua e numa visão de longo prazo.
“E o lema desta conferência desafia-nos a agir, a desbloquear tudo aquilo que complica fazer negócios em Moçambique e no Quénia, a investir e a transformar”, disse.
Sob o lema “Desbloqueando Oportunidades de Investimento para Impulsionar a Transformação do Quénia”, Chapo reiterou que o futuro económico global dependerá da capacidade do continente de transformar os seus recursos em valor acrescentado.
“O tempo de África é agora”, sentenciou.
(AIM)
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