Presidente da República, Daniel Chapo, participa nas exéquias do Herói Nacional Joaquim Munhepe
Maputo, 24 Mai (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, considera o malogrado tenente-general na reserva, Joaquim Munhepe, como um dos “mais notáveis filhos” de Moçambique.
O estadista moçambicano destacou o papel determinante do malogrado na luta de libertação nacional, consolidação das forças armadas e construção do Estado.
Falando sábado durante o elogio fúnebre realizado na Praça dos Heróis Moçambicanos, em Maputo, Chapo afirmou que a trajectória de Munhepe “confunde-se com a gesta libertadora do povo moçambicano”.
“Vida e obra dedicadas à luta contra a dominação colonial estrangeira e à defesa da soberania de uma nação cuja conquista, o general Munhepe foi um dos mais destacados protagonistas”, declarou.
Segundo o Chefe do Estado e Presidente do partido governamental, a Frelimo, Munhepe distinguiu-se desde muito jovem pelo compromisso com os ideais nacionalistas e anticoloniais, tendo abandonado clandestinamente a cidade da Beira, em 1964, para se juntar à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), na Tanzânia.
Chapo recordou que após formação político-militar em Bagamoyo, Munhepe foi seleccionado para especialização militar na então União Soviética, integrando um grupo de jovens combatentes chefiados pelo antigo Presidente Joaquim Chissano.
“Em Moscovo, Joaquim Munhepe notabilizou-se pela excelência do seu aproveitamento”, afirmou.
De acordo com o Presidente da República, o malogrado teve papel central na criação e consolidação do sistema de comunicações das forças de libertação, assegurando ligações permanentes entre a direcção da Frelimo e as unidades operacionais no interior do país.
Chapo destacou a participação de Munhepe nas conversações que culminaram com os Acordos de Lusaka, assinados em 1974, bem como o seu contributo na implementação dos mecanismos militares de transição para a independência nacional.
Após a independência, proclamada em 1975, Munhepe ocupou vários cargos militares estratégicos, incluindo o de chefe das comunicações militares, director de treinos no Estado-Maior-General, comandante das forças terrestres e inspector-geral das forças armadas.
O estadista sublinhou que Munhepe foi pioneiro da primeira estação de transmissões do Moçambique independente e um dos principais arquitectos da capacidade operacional das Forças Armadas moçambicanas.
“Durante este longo percurso, o general Munhepe afirmou-se como um exímio combatente e estratega da arte militar, altamente respeitado no país e na região”, disse.
Além da carreira militar, Chapo destacou o envolvimento político do malogrado, que integrou o Comité Central da Frelimo desde 1968 até à sua morte, além de exercer funções na Assembleia Popular, Assembleia da República e Conselho Nacional de Defesa e Segurança.
(AIM)
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