Maputo, 12 Out (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, orientou o Ministério da Educação e Cultura a desenvolver mecanismos para reconhecer e valorizar os professores que se distinguem pelo mérito, dedicação, competência e responsabilidade, no quadro dos esforços para dignificar a profissão docente em Moçambique.
“Orientámos, por isso, o Ministério da Educação e Cultura a desenvolver mecanismos para reconhecer e valorizar os professores que se distinguem pelo seu mérito, dedicação, competência e responsabilidade”, disse, hoje (12), em Maputo, por ocasião da celebração do Dia do Professor, que hoje se assina.
O Chefe do Estado reconheceu os desafios que afectam a classe docente, destacando a gestão das carreiras, o desenvolvimento profissional e o processamento das horas extraordinárias, matérias que, segundo afirmou, exigem respostas responsáveis, transparentes e sustentáveis.
“Estas matérias exigem respostas responsáveis, transparentes e sustentáveis, assentes no diálogo e na procura de soluções conjuntas, que temos feito com os nossos professores”, disse.
Reafirmou o compromisso do Governo de continuar a investir na educação, de acordo com as possibilidades do país, sublinhando que a valorização dos professores deve ser acompanhada pelo cumprimento dos deveres profissionais, incluindo a ética, a integridade, a assiduidade e a responsabilidade, bem como pela melhoria da qualidade do ensino e do aproveitamento escolar.
O estadista considerou que o crescimento da população escolar constitui uma conquista nacional, mas exige maior investimento em professores, salas de aula, materiais didácticos e condições adequadas para o processo de ensino e aprendizagem.
Destacou que o crescimento demográfico representa um dos grandes desafios para os sectores da educação e da saúde, defendendo que a evolução da população deve ser acompanhada pelo crescimento económico e, sobretudo, pelo aumento da produção nacional.
No quadro da Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025–2044, Chapo afirmou que o desenvolvimento do capital humano continuará a ser uma prioridade, através da melhoria das infra-estruturas escolares, do reforço da formação dos docentes e da promoção de ambientes de ensino seguros e inclusivos.
O Presidente da República atribuiu igualmente aos professores um papel fundamental na consolidação da paz, da unidade nacional e da reconciliação, sobretudo no actual contexto de implementação do Diálogo Nacional Inclusivo.
Segundo Chapo, a educação deve promover a tolerância, o respeito pela diversidade e a valorização da cidadania, contribuindo para formar gerações capazes de compreender as diferenças, escutar o próximo e construir consensos.
“Através da educação nós ensinamos as pessoas a tolerância, o respeito ao próximo, o respeito pela diversidade e a valorização da cidadania”, afirmou.
O Chefe do Estado destacou ainda que a ambição de alcançar a independência económica começa nas escolas, que devem formar cidadãos qualificados, criativos e inovadores, capazes de investigar, empreender e transformar os recursos nacionais em riqueza.
Chapo prestou homenagem aos professores moçambicanos pelo seu contributo na formação das novas gerações, reconhecendo que a profissão é frequentemente exercida em condições difíceis, tanto nas zonas rurais como urbanas.
A celebração deste ano coincide com os 45 anos da Organização Nacional dos Professores (ONP), criada em 1981, por iniciativa do primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Moisés Machel.
Na ocasião, o estadista apelou à renovação do compromisso de transformar cada escola num espaço de conhecimento, inclusão, patriotismo e inovação, capaz de preparar as novas gerações para os desafios do desenvolvimento nacional.
(AIM)
SNN
