Maputo, 15 Out (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, dedicou hoje ao povo moçambicano a distinção de campeão africano da redução do risco de desastres, reconhecendo o contributo das instituições nacionais, dos comités locais, dos trabalhadores humanitários e dos voluntários na protecção das comunidades perante calamidades.
Chapo recebeu a homenagem durante a abertura do Primeiro Congresso Internacional da Acção Humanitária e Cooperação, que decorre na cidade da Beira, província de Sofala, sob o lema “Cooperar para a Humanidade”.
“Recebo esta homenagem com humildade, gratidão e elevado sentido de responsabilidade. Interpreto este gesto não apenas como um reconhecimento pessoal, mas como uma homenagem ao povo moçambicano”, afirmou.
O Chefe do Estado destacou o trabalho de mais de 1.500 comités locais de gestão do risco de desastres, bem como o empenho das instituições nacionais, dos agentes humanitários, dos voluntários e dos parceiros que apoiam o país na prevenção e resposta às emergências.
Para Chapo, a acção humanitária não pode depender de uma única pessoa ou instituição, exigindo o envolvimento de diferentes sectores da sociedade e um compromisso permanente com a solidariedade.
“A acção humanitária não é responsabilidade de uma única pessoa ou instituição, mas uma missão colectiva como povo, que exige compromisso permanente, amor ao próximo, empatia, coordenação e solidariedade efectiva”, sublinhou.
O Presidente da República reconheceu igualmente o apoio da Primeira-Dama, Gueta Chapo, nas iniciativas de assistência às comunidades afectadas por calamidades, considerando importante o envolvimento colectivo na protecção das populações vulneráveis.
A homenagem enquadra-se no reconhecimento continental do trabalho desenvolvido por Moçambique na gestão do risco de desastres, num contexto em que o país enfrenta ciclicamente ciclones, cheias, inundações e secas.
Por seu turno, o governador de Sofala, Lourenço Bulha, destacou a experiência da província na gestão de calamidades, considerando que os desastres naturais registados nos últimos sete anos demonstram a importância da cooperação e da solidariedade na assistência às populações e na reconstrução das zonas afectadas.
Bulha recordou que Sofala continua a beneficiar de apoios internos e externos na sequência de calamidades anteriores e manifestou a expectativa de que o congresso contribua para reforçar a prevenção, a resiliência e a capacidade de resposta perante futuras emergências, incluindo os possíveis efeitos do fenómeno El Niño.
(AIM)
NL/pc
