Maputo, 26 de Outubro de 2026 — O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, felicitou Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição ao cargo de Presidente da República Federativa do Brasil, após a vitória alcançada na segunda volta das eleições presidenciais brasileiras, realizada a 25 de Outubro, na qual obteve 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do seu adversário, Flávio Bolsonaro.
Numa mensagem dirigida ao Presidente reeleito, em nome do Governo e do povo moçambicano, Chapo apresentou felicitações a Lula da Silva, ao Governo e ao povo brasileiro pela renovação do mandato presidencial, desejando sucessos no exercício das funções e prosperidade ao Brasil.
Segundo um comunicado da Presidência da República, divulgado hoje em Maputo, o Chefe do Estado moçambicano destacou os laços históricos, de amizade, solidariedade e cooperação que unem os dois países, sublinhando as afinidades culturais e linguísticas entre os povos moçambicano e brasileiro.
A mensagem manifesta igualmente a expectativa de que, sob a liderança de Lula da Silva, Moçambique e Brasil continuem a aprofundar e diversificar as relações bilaterais, através do reforço das iniciativas de cooperação em áreas de interesse comum.
As felicitações de Daniel Chapo ocorrem no quadro das relações de cooperação entre Moçambique e Brasil, que abrangem sectores como agricultura, saúde, educação, energia, infra-estruturas, formação técnico-profissional e desenvolvimento institucional.
No domínio da agricultura, a cooperação contempla iniciativas relacionadas com a agricultura familiar, a assistência técnica, a extensão rural e o reforço da soberania e segurança alimentar e nutricional. Estas áreas integram a agenda bilateral estabelecida pelos dois Governos para apoiar o desenvolvimento de capacidades nacionais.
Na saúde, a parceria inclui iniciativas de cooperação técnica e de fortalecimento institucional, enquanto, na educação, abrange a formação e o desenvolvimento de competências. A formação técnico-profissional constitui igualmente uma das áreas identificadas para aprofundar a colaboração entre os dois países.
A energia e as infra-estruturas físicas fazem também parte dos sectores de interesse comum, a par da digitalização da administração pública, da protecção social, do empreendedorismo e da segurança pública.
Estas prioridades foram reafirmadas durante a visita de Lula da Silva a Maputo, em Novembro de 2025, quando os dois Chefes de Estado manifestaram o compromisso de ampliar a parceria bilateral e aprofundar a cooperação técnica, económica, educativa e institucional.
Na ocasião, os dois países destacaram igualmente a importância da capacitação, da assistência técnica e da formação profissional, com vista ao fortalecimento das instituições e à execução de iniciativas seleccionadas conjuntamente.
Moçambique e Brasil partilham uma língua oficial comum, afinidades culturais e relações diplomáticas estabelecidas há cinco décadas, factores que integram o quadro de aproximação entre os dois Estados.
Na mensagem de felicitações, Daniel Chapo reafirma o compromisso de Moçambique com o fortalecimento dos vínculos de amizade e parceria existentes, manifestando confiança na continuidade do diálogo e da colaboração entre os dois Governos.
O Presidente moçambicano considera que a renovação do mandato de Lula da Silva constitui uma oportunidade para prosseguir o trabalho de aprofundamento e diversificação das relações bilaterais, em benefício dos dois países e dos seus povos.
Os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil indicam que Lula da Silva conquistou 64.256.232 votos, correspondentes a 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal, obteve 59.826.041 votos, equivalentes a 48,21%.
A diferença entre os dois candidatos foi de 4.430.191 votos, num escrutínio que confirmou a continuidade de Lula da Silva na Presidência brasileira para um novo mandato.
De acordo com o balanço oficial do TSE, estavam inscritos para votar cerca de 158,7 milhões de eleitores, dos quais aproximadamente 128,2 milhões compareceram às urnas na segunda volta. A taxa de abstenção situou-se em torno de 19,2%, abaixo dos 21,08% registados na primeira volta.
O processo eleitoral mobilizou os serviços da Justiça Eleitoral brasileira em todo o território nacional. Foram utilizadas 499.248 urnas electrónicas, das quais 1.551, correspondentes a 0,31%, tiveram de ser substituídas, segundo os dados apresentados pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques.
A eleição foi disputada entre Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, e Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, num confronto que determinou a escolha do Presidente para o próximo mandato. O resultado oficial confirmou a vitória de Lula, que assumirá um novo período de governação a partir de Janeiro de 2027.
(AIM)
Paulino Checo
