Maputo, 01 de Nov (AIM) – A participação de Moçambique na segunda edição do Fórum de Investimentos da África Lusófona, realizado de 25 a 29 de Outubro, na Ilha do Sal, em Cabo Verde, permitiu apresentar oportunidades de investimento no turismo, divulgar o modelo de parcerias público-privadas nas áreas de conservação, estabelecer entendimentos de cooperação com países lusófonos e mobilizar grupos internacionais de investidores para uma carteira de projectos turísticos nacionais.
Liderada pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, a delegação moçambicana integrou o Ministério da Economia, representado pelo Secretário de Estado do Turismo, acompanhado pelo Director Nacional do Turismo, pela Administradora da ANDITUR, por representantes de instituições ligadas à conservação e por empresários do sector privado, incluindo operadores turísticos da Província de Inhambane.
Subordinado ao lema «Investir na África Lusófona: Potenciar Corredores, Desenvolver o Agronegócio e Impulsionar um Turismo Sustentável», o encontro reuniu representantes governamentais de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Guiné Equatorial, bem como instituições financeiras internacionais, investidores, operadores económicos e representantes da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
A participação de Moçambique teve como uma das principais vertentes a promoção do turismo sustentável e a captação de investimento para o desenvolvimento de infra-estruturas, serviços e produtos turísticos. Neste contexto, o Secretário de Estado do Turismo integrou o painel «Das Áreas Protegidas à Prosperidade: Turismo Sustentável baseado na Conservação em Angola e Moçambique».
Na ocasião, foi apresentada a experiência moçambicana na implementação de parcerias público-privadas para a gestão das áreas de conservação, com destaque para o desenvolvimento do ecoturismo e do turismo cinegético. A intervenção permitiu igualmente divulgar o quadro de reformas em curso para atrair investimento estruturado para o sector turístico.
Outro destaque foi a apresentação de Inhambane como Capital Nacional do Turismo e destino com oportunidades de investimento e mobilidade turística. Neste âmbito, foram divulgadas a segunda edição do Mozambique Tourism Summit e a primeira edição do Golfe Summit, previstas para 5 e 6 e 7 e 8 de Novembro de 2026, respectivamente.
A delegação apresentou ainda a primeira edição da Conferência Global de Investimentos, associada ao IFC, prevista para 9 e 10 de Dezembro de 2026, na Cidade de Maputo, como uma plataforma de promoção de oportunidades de investimento no País.
À margem do Fórum, o Ministério da Economia manteve encontros bilaterais com delegações e instituições internacionais, com vista ao aprofundamento da cooperação turística. Com Angola, através do Secretário de Estado para as Concessões Turísticas, foi acordado o alinhamento do Plano de Acção para acelerar a implementação do Memorando de Entendimento sobre cooperação no turismo, envolvendo a ANDITUR e o INFOTUR.
Com Portugal, através do Turismo de Portugal, foi discutida a assinatura do Acordo de Gestão do Hotel-Escola de Maputo, cuja formalização se pretende realizar durante a segunda edição do Mozambique Tourism Summit. Foram igualmente abordadas outras áreas de cooperação constantes do Plano de Acção Conjunto apresentado por Moçambique.
No encontro com Cabo Verde, foram acordadas dez acções estratégicas para integrar o Plano de Acção Conjunto, cuja implementação deverá ser submetida à aprovação do Comité Técnico Conjunto, com reunião virtual prevista para Novembro de 2026. Com a Guiné-Bissau, foram iniciadas conversações para avaliar áreas de cooperação turística a formalizar posteriormente.
A agenda incluiu também contactos com o IFC e o Banco Mundial, tendo Moçambique manifestado interesse na aceleração da aprovação do projecto MozTurismo e apresentado a disponibilidade para acolher a terceira edição do Fórum de Investimentos da África Lusófona, em 2028, depois da realização da edição de 2027 em Angola.
No domínio da mobilização de capital privado, a delegação manteve contactos com grupos internacionais de investimento turístico, nomeadamente Robinson, Hilton, RIU e Royal Horizon, aos quais apresentou o interesse de Moçambique em receber novos investimentos, através de uma carteira concreta de projectos.
A participação incluiu ainda contactos com a Confederação Empresarial da CPLP para promover maior divulgação do Fundo de Desenvolvimento Empresarial junto do sector privado nacional, através da CTA, membro daquela organização.
O Fórum constituiu uma plataforma de apresentação de projectos, estabelecimento de parcerias e discussão de mecanismos de financiamento para os sectores estratégicos dos países africanos de língua oficial portuguesa.
(AIM)
Redaccao
