Maputo, 08 de Set (AIM) – A Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico (ANDITUR, FP) e a Urbanova Soluções de Urbanização querem transformar áreas com potencial turístico e económico em oportunidades concretas de investimento, numa parceria que prevê o planeamento, estruturação e promoção de projectos capazes de atrair investidores nacionais e estrangeiros.
O acordo foi formalizado durante a Feira Internacional de Maputo (FACIM), através de um Memorando de Entendimento assinado pelo Presidente do Conselho de Administração da ANDITUR, Hélder Jauana, e pelo administrador da Urbanova, Chakyl Camal.
Mais do que identificar zonas com potencial turístico, a parceria pretende criar as condições necessárias para que essas áreas sejam planeadas, ordenadas, valorizadas e transformadas em oportunidades reais de investimento.
A cooperação estabelece uma cadeia de intervenção que começa na identificação e caracterização das áreas de interesse turístico e termina na sua apresentação ao mercado de investimento.
Neste processo, estão previstos inventários e avaliações do potencial turístico, económico e imobiliário dos territórios, definição das suas vocações e usos do solo, elaboração de instrumentos de planeamento territorial e urbanístico e preparação de masterplans, planos de urbanização, planos de pormenor e planos de desenvolvimento turístico.
A iniciativa poderá abranger Zonas de Interesse Turístico e outras áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento económico, permitindo definir modelos territoriais, urbanísticos, económicos e funcionais adequados a cada local.
O objectivo é também identificar projectos-âncora, áreas prioritárias de desenvolvimento, necessidades de infra-estruturas e equipamentos e, a partir daí, constituir uma carteira organizada de oportunidades de investimento.
A carteira poderá incluir uma ampla diversidade de empreendimentos ligados ao turismo e ao imobiliário, nomeadamente resorts, hotéis, lodges, condomínios turísticos, empreendimentos residenciais, centros de convenções, marinas, equipamentos de lazer, comércio e serviços.
Estão igualmente contemplados projectos de segunda habitação e empreendimentos de uso misto integrados na cadeia de valor do turismo.
A cooperação prevê ainda a estruturação dos projectos imobiliários associados às áreas turísticas, incluindo conceitos urbanísticos e arquitectónicos, programas funcionais, modelos de ocupação, fases de desenvolvimento, estimativas de investimento e potenciais modelos de exploração.
Para a ANDITUR, o desafio passa por transformar o potencial existente no território em propostas que possam ser efectivamente avaliadas pelo mercado.
“Moçambique tem áreas com condições excepcionais para o turismo que continuam por estruturar. Esta parceria permite apresentá-las ao mercado com planeamento, desenho e sustentação económica”, afirmou Hélder Jauana.
Na perspectiva da Urbanova, a preparação das áreas é determinante para reduzir incertezas e dar maior clareza aos potenciais investidores.
“Um investidor decide sobre um plano e um modelo de ocupação. Neste sentido, a nossa função é levar as áreas identificadas pela ANDITUR até esse nível de preparação”, explicou Chakyl Camal.
Uma das componentes centrais do memorando será a preparação económico-financeira dos projectos. As partes poderão desenvolver estudos de mercado e de viabilidade, projecções de receitas e custos, modelos de negócio, estruturas de financiamento e análises de retorno do investimento.
A estratégia inclui também a identificação de mecanismos de mobilização de capital, com o propósito de permitir que uma área com potencial ou uma ideia de projecto evolua para uma oportunidade de investimento devidamente estruturada e financeiramente sustentada.
A aposta poderá facilitar a entrada de fundos de investimento, instituições financeiras, operadores turísticos, investidores nacionais e estrangeiros e outros parceiros estratégicos interessados no mercado moçambicano.
O acordo abre ainda caminho para a constituição de uma carteira de projectos turísticos, imobiliários e de desenvolvimento territorial, organizada segundo o nível de maturidade, potencial de investimento e grau de preparação de cada oportunidade.
A intenção é criar uma plataforma organizada de projectos capazes de ser apresentados ao mercado de forma clara e profissional, aproximando os activos e oportunidades existentes no território das fontes de capital disponíveis.
(AIM)
