Maputo, 02 de Nov (AIM) – O Fundo de Energia (FUNAE) prevê iniciar, em 2027, a construção de 100 mini-redes solares nas províncias da Zambézia, Tete e Niassa, zonas centro e norte, num investimento avaliado em cerca de 50 milhões de dólares, destinado a expandir o acesso à energia eléctrica nas localidades ainda sem cobertura da rede nacional.
A iniciativa resulta de uma parceria entre o FUNAE e a Agência Belga de Cooperação Internacional (Enabel), que mobilizaram recursos junto do Fundo Verde para o Clima (GCF), a serem disponibilizados ao sector privado, responsável pela construção e operação das infra-estruturas.
Segundo Mussa Mane, director da Divisão de Atendimento ao Sector Privado do FUNAE, o projecto representa uma nova etapa da estratégia de electrificação rural, que passa da expansão do acesso à energia nos postos administrativos para as localidades.
“As mini-redes solares são infra-estruturas descentralizadas, constituídas por painéis solares para a produção de energia, baterias para armazenamento e uma rede de distribuição que transporta electricidade até às residências das populações”, explicou.
Mane falava hoje, em Maputo, à margem do Retiro de Governança e Alinhamento Institucional para Mini-Redes e Energia Descentralizada, que reúne representantes do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, do FUNAE, da Autoridade Reguladora de Energia (ARENE) e da Enabel.
Na ocasião, o Presidente do Conselho de Administração do FUNAE, Mety Oreste Gondola, defendeu maior celeridade nos processos de contratação, de modo a evitar atrasos na execução dos projectos e garantir que a energia chegue às comunidades dentro dos prazos previstos.
“Não podemos levar um ano, dois anos, a gerir o processo de contratação. A população está à espera e o Governo tem pressa de prestar este serviço”, afirmou.
O retiro visa harmonizar as acções das instituições envolvidas, clarificar as responsabilidades de cada uma e criar condições para o arranque efectivo da iniciativa a partir de 2027.
A construção das mini-redes enquadra-se nos esforços para alcançar o acesso universal à energia eléctrica até 2030, através da expansão da rede convencional e de soluções descentralizadas de electrificação.
(AIM)
Laura Tembe (LT)/pc
