Presidente da República, Daniel Chapo, recebido pelo Rei Mswati III. Foto arquivo
Maputo, 09 Jun (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, que hoje iniciou uma visita de trabalho de dois dias ao reino de Eswatini, defende a incrementação de uma nova dinâmica nas relações económicas bilaterais entre Moçambique e aquele país vizinho.
Segundo Chapo, as relações entre ambos os países deve estar centrada na integração regional, investimento mútuo, e no fortalecimento do sector privado como motor do crescimento.
Falando durante o encontro empresarial em Mbabane, que marcou o início da sua visita a Eswatini, Chapo destacou a importância de remover barreiras ao comércio nos dois países, como forma de atrair investimentos para sectores estratégicos, incluindo energia, agricultura, turismo e infra-estruturas.
A visita surge à convite do Rei Mswati III, e insere-se no âmbito do estreitamento das relações de amizade, solidariedade e cooperação entre os dois países.
“Nós, como sector público, a nossa responsabilidade é facilitar negócios, para que o sector privado possa fazer negócios, desbloquear tudo aquilo que serve de bloqueio para negócios, tanto em Moçambique como em Eswatini”, disse Chapo.
Segundo Chapo, o vasto potencial energético de Moçambique, com recursos como gás natural, rios, sol e vento, são capazes de responder aos actuais desafios regionais, sobretudo no fornecimento de energia eléctrica.
“Moçambique é um mar de oportunidades para investir na área da energia”, afirmou, apontando de seguida aos projectos energéticos em curso no país, como a Central Térmica de Temane, a ser construída no distrito de Inhassoro, província meridional de Inhambane, com capacidade para produzir 450 megawatts.
O estadista moçambicano apontou igualmente o projecto da hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa, projectada para produzir 1.500 megawatts, e a ser instalada no rio Zambeze, província central de Tete.
Além da energia, o Presidente moçambicano destacou os sectores do turismo, agricultura, infra-estruturas, e digitalização, como áreas-chave para a atracção de investimentos e geração de empregos.
“Não podemos reparar”, acrescentou, “para a crise da energia como uma fatalidade, mas como uma oportunidade de fazer negócio”, defendendo uma visão estratégica partilhada para o desenvolvimento conjunto.
O estadista reiterou que a industrialização do continente africano é essencial para quebrar a dependência económica do exterior.
“África hoje é a fonte de matéria-prima, e esta matéria-prima, toda ela, é processada fora do continente. Temos que trabalhar para podermos inverter este cenário”, disse.
Por isso, apelou ao empresariado de ambos países a apostar num diálogo directo para materializar oportunidades de negócio.
Acompanha o Presidente na sua visita, uma delegação empresarial moçambicana representada pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).
Na ocasião, o presidente da CTA, Álvaro Massingue, afirmou que o fórum é uma plataforma estratégica para redefinir as relações comerciais bilaterais.
De acordo com Massingue, o desequilíbrio nas trocas comerciais entre os dois países constitui um desafio, por isso, apela à construção de uma aliança integrada, baseada na confiança e na partilha de potencialidades.
Num outro desenvolvimento, a Câmara de Comércio de Eswatini reafirmou o compromisso em aprofundar os laços económicos com o empresariado de Moçambique, reconhecendo que o comércio tem impacto directo no crescimento económico interno.
A Câmara acredita que uma cooperação entre governos e empresários pode alavancar as economias dos dois países, por isso, apela ao reforço da segurança nas zonas transfronteiriças.
Durante a visita, os dois Chefes de Estado deverão avaliar o estágio da cooperação bilateral e trocar informações sobre a situação política, económica e social nos seus respectivos países, na região e no mundo.
Nesta deslocação, Chapo faz-se acompanhar pelos ministros, do Interior, Paulo Chachine, e na Presidência para os Assuntos da Casa Civil, Ricardo Sengo.
Acompanham, ainda, ao Presidente da República os secretários de Estado dos Transportes e Comunicações, Chinguane Mabote; Terra e Ambiente, Gustavo Djedje; Indústria, Custódia Paunde; Minas, Jorge Daúdo; Negócios Estrangeiros e Comunidade moçambicana no Exterior, Maria de Fátima Simão Manso; bem como quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.
(AIM)
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