Maputo, 11 Jun (AIM) – A cidade de Maputo registou quatro casos de rapto durante os primeiros cinco meses deste ano, contra oito em igual período do ano anterior, segundo informações divulgadas pelo porta-voz interino do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), João Adriano.
De acordo com a fonte, as autoridades continuam a desenvolver diligências para neutralizar as redes criminosas envolvidas neste tipo de crimes e o esclarecimento de outros casos associados.
Embora tenham ocorrido detenções no âmbito das investigações, o número exacto não foi revelado, para não prejudicar o curso das investigações e evitar comprometer a identificação de outras pessoas envolvidas.
“Tivemos o registo de quatro raptos na cidade de Maputo e o trabalho que foi feito até este momento culminou com algumas detenções, que gostaríamos de não partilhar especificamente o número”, disse.
Apesar da ocorrência dos quatro casos, o SERNIC destaca uma redução significativa do número de raptos, para a metade, em comparação com anos anteriores. Segundo o porta-voz, a queda deve-se ao reforço das operações conjuntas entre o SERNIC e outras forças de defesa e segurança.
“Sentimos que este ano houve uma redução, comparativamente ao ano passado. Os casos de rapto na cidade de Maputo tendem a reduzir e, como podemos notar, até este último caso imediatamente foi esclarecido” avançou.
Quanto ao último rapto, ocorrido no passado dia 27 de Maio, do ano em curso, envolvendo uma vítima menor de oito anos de idade, na cidade de Maputo, a fonte falando à AIM, avançou que a vítima foi já resgatada e encontra-se no convívio familiar.
“Felizmente, a criança foi encontrada em bom estado de saúde, embora estivesse debilitada porque durante aquelas horas todas não teve acesso a água nem a algum outro tipo de alimento. No entanto, depois do resgate, naturalmente, a família fez o seu trabalho no sentido de conseguir restaurar a condição física e emocional”, disse.
Explicou que em conexão com o caso foram detidos dos indivíduos, sendo um antigo motorista da família, uma arma de fogo do tipo pistola e uma outra arma branca.
“Os cuidados que devemos ter relação às pessoas com quem trabalhamos, as pessoas que prestam serviço nas nossas residências. É preciso avaliar a conduta, é preciso saber o que se partilha e o que não se partilha com eles” recomendou.
(AIM)
SNN/sg
