Maputo, 18 de Nov (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou hoje, que os combatentes da luta de libertação nacional continuam a ser uma fonte de inspiração para o povo moçambicano, orientando as novas gerações na superação dos desafios actuais e na consolidação do caminho rumo à independência económica.
O estadista falava em Maputo, durante o lançamento do livro “Marchamos com Determinação e Confiança no Processo de Libertação de Moçambique”, da autoria do Tenente-General na reserva Raimundo Pachinuapa, um dos mais destacados combatentes da primeira linha.
Ao intervir na cerimónia, Chapo agradeceu à família Pachinuapa pela partilha de uma obra que classificou como crucial para o resgate da memória histórica colectiva.
Sublinhou que os veteranos transmitem valores fundamentais às novas gerações, sobretudo numa fase em que o país enfrenta desafios estruturais do desenvolvimento.
“São fontes de inspiração porque, durante o convívio com eles, nós, os mais jovens da geração pós-independência, aprendemos todos os dias”, afirmou.
O Chefe do Estado destacou que os combatentes da libertação nacional sacrificaram as suas vidas sem esperar qualquer recompensa pessoal.
“Os nossos veteranos não lutaram para adquirir bens materiais, recursos financeiros ou alcançar sucesso individual, mas sim para libertar a terra e o povo”, disse.
O Presidente destacou ainda os valores de humildade, integridade e responsabilidade que atribuiu a Raimundo e Marina Pachinuapa, considerando-os exemplos de cidadania e dedicação ao país. “São esses valores que devemos seguir como jovens que pretendem continuar a servir o povo moçambicano”, frisou.
Numa mensagem dirigida tanto aos veteranos como aos jovens, Chapo lançou um apelo nacional para a preservação da memória histórica. Incentivou antigos combatentes a registarem as suas vivências e ensinamentos em livros, garantindo apoio institucional para a produção e edição dessas obras.
A obra apresentada, lançada pela Nachingwea Editores, recupera episódios e experiências de Raimundo Pachinuapa, membro do grupo de 350 guerrilheiros moçambicanos treinados na Argélia e protagonistas do início da luta armada em Setembro de 1964.
Para o Presidente da República, este testemunho reforça o papel central dos veteranos como “fonte” de saber e inspiração para a construção de um Moçambique mais sólido e soberano.
(AIM)
Paulino Checo/
