Nampula (Moçambique), 23 Jan (AIM) – O sector do Comércio e Indústria garante que a província de Nampula dispõe de alimentos suficientes para cobrir os primeiros três meses do presente ano.
A informação foi avançada pelo director provincial do Comércio e Indústria, Jeremias Muapaz, em entrevista à AIM, em Nampula.
Segundo a fonte, os dados disponíveis indicam a existência, em armazéns, de produtos alimentares agrícolas, cereais e congelados, suficientes para garantir o consumo da população até Março.
Muapaz reconheceu, no entanto, uma rutura na oferta de batata-reno de produção nacional. Em contrapartida, produtos de grande consumo, como cebola e tomate, encontram-se em quantidades significativas no mercado grossista do Waresta, que abastece não só a província de Nampula, mas também outras zonas do norte do país.
Relativamente a relatos sobre a subida de preços, o responsável explicou que equipas de fiscalização estão no terreno para travar práticas especulativas e verificar o correcto funcionamento dos instrumentos de medição, como balanças e bombas de combustível, de modo a proteger o consumidor.
“Entramos em 2026 com garantias para estes primeiros três meses. Não temos dados alarmantes, sobretudo nos mercados abastecedores. Quanto aos preços, a Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE) tem estado no terreno a fiscalizar e a controlar a especulação”, afirmou.
Segundo Muapaz, as equipas de fiscalização actuam tanto nas grandes superfícies comerciais formais como nos mercados informais, espalhados pela cidade, sobretudo nas zonas residenciais, privilegiando numa primeira fase a sensibilização dos agentes económicos.
A época chuvosa foi apontada como um dos factores que condicionam o escoamento de produtos agrícolas, devido à degradação das estradas terciárias que ligam as zonas de produção aos mercados.
Apesar disso, o director assegurou que o abastecimento de tomate não apresenta sinais alarmantes, embora o transporte esteja a ser feito com atrasos e em menores quantidades, devido às más condições das vias e aos meios utilizados.
Quanto à batata-reno nacional, explicou que a escassez resulta do esgotamento da produção do ano passado, prevendo-se que a nova produção chegue ao mercado dentro de cerca de dois meses. Em relação à cebola, destacou a elevada oferta existente.
Muapaz considerou igualmente satisfatória a disponibilidade de farinha de milho, sublinhando a presença de várias indústrias moageiras na província, o que afasta o risco de rutura deste produto essencial. Acrescentou ainda que existe articulação entre supermercados e armazenistas para garantir a reposição atempada de arroz.
No que respeita ao frango e ovos, a fonte referiu a produção local de frango vivo e congelado, bem como a entrada de ovos através de associações de importadores, assegurando igualmente a disponibilidade de peixe carapau no mercado.
Entretanto, persistem relatos de dificuldades de transitabilidade em alguns distritos, devido aos danos causados pela chuva em várias estradas, situação que continua a condicionar a circulação de pessoas e bens.
AIM / Rosa Inguane/PC
