Maputo, 09 Mar (AIM) – A Primeira-Ministra da República, Benvinda Levi, desafiou hoje o novo Presidente do Conselho de Administração da Rádio Moçambique, Mário Albino, a reforçar o papel da estação pública na promoção da unidade nacional, da inclusão social e do acesso dos cidadãos à informação credível.
Falando esta segunda-feira (09), em Maputo, durante a cerimónia de tomada de posse, Levi destacou que a RM continua a desempenhar um papel central no sistema de comunicação social do país.
“A Rádio Moçambique é um dos mais antigos e importantes pilares da comunicação social no nosso país e sobre ela recai a nobre missão de assegurar o direito dos cidadãos à informação, servir de instrumento de coesão, mobilização cívica e construção da consciência nacional”, afirmou.
Dirigindo-se ao novo dirigente, a governante felicitou-o pela nomeação e sublinhou que assume funções num momento exigente.
“Ao empossado, um quadro com um percurso notável na Administração Pública, endereçamos as nossas palavras de reconhecimento e de felicitação por ter aceite o repto para dirigir a nossa Rádio Moçambique”, disse.
Levi recordou que, ao longo de cerca de cinquenta anos, a RM consolidou-se como o órgão de informação com maior abrangência no país, difundindo conteúdos para todo o território nacional e para a diáspora.
“É à RM que recai a nobre missão de assegurar aos cidadãos o direito de acesso à informação, assumindo-se como a voz para o povo e do povo”, afirmou.
Destacou igualmente o contributo da estação na promoção da diversidade cultural e linguística, sublinhando que emite conteúdos em cerca de 20 línguas nacionais, incluindo o português.
“A produção de conteúdos em línguas nacionais permite alcançar a maior parte da população, promover a inclusão social, valorizar as línguas nacionais e fortalecer a identidade moçambicana”, acrescentou.
Segundo Levi, o país atravessa profundas transformações sociais, económicas e políticas, com predominância da população jovem.
“Os jovens dominam cada vez mais as Tecnologias de Informação e Comunicação e, por isso, demandam por informação rápida providenciada pelos meios digitais”, explicou.
A governante alertou ainda para os riscos da desinformação e da circulação de “fake news”.
“Se, por um lado, os meios digitais permitem maior participação dos cidadãos, por outro, comportam riscos, tais como boatos ou rumores que circulam mais rápido que as informações credíveis”, advertiu.
A Primeira-Ministra reforçou que a RM deve manter-se como um farol de verdade e responsabilidade editorial.
“Mais do que difundir notícias, a RM deve ser um veículo e espaço de diálogo construtivo, promotor da cidadania e do progresso nacional”, declarou.
Levi sublinhou que a transformação tecnológica exige rigor, imparcialidade e ética jornalística.
“Estas transformações requerem algo que nunca pode ser negociado: o rigor, a imparcialidade, o pluralismo de ideias e a ética jornalística”, frisou.
A governante encorajou o novo PCA a valorizar os profissionais da casa e reconheceu igualmente o trabalho do PCA cessante, Abdul Naguibo.
Por seu turno, Albino afirmou que assume o cargo com consciência do grande desafio que tem pela frente.
“O grande desafio é transformar a RM e posicioná-la num patamar competitivo no mercado. Estamos a trabalhar para estruturar a empresa de forma sólida e encontrar os recursos necessários para o efeito”, disse.
Albino acrescentou que já existem meios disponíveis para iniciar o processo e que a equipa sob sua direcção dará prioridade à estabilidade financeira e à modernização da estação.
(AIM)
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