Maputo, 19 Mar (AIM) – A celebração do Eid al-Fitr está a renovar, em todo o país, os valores de solidariedade, partilha e união entre os moçambicanos, num momento em que o país enfrenta diversos desafios sociais e humanitários.
Ao assinalar o fim do mês sagrado do Ramadão, o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, destacou que a data vai além do seu significado religioso, representando uma oportunidade para reforçar os laços de fraternidade e fortalecer a coesão nacional.
“É com profundo respeito, sincera alegria e elevado sentido de fraternidade nacional que me dirijo a todos vós […] por ocasião da celebração do Eid al-Fitr”, afirmou o Chefe do Estado.
Segundo o estadista, o espírito vivido durante o Ramadão — marcado pelo jejum, reflexão e disciplina espiritual — traduz-se, neste período festivo, em gestos concretos de apoio ao próximo, especialmente às famílias mais vulneráveis.
Num contexto marcado por desafios como o extremismo violento em Cabo Delgado e os impactos de fenómenos climáticos, o Presidente destacou o papel activo da comunidade muçulmana no apoio às populações afectadas.
“Perante as adversidades […] a vossa resposta tem sido exemplar: presença activa, apoio humanitário, acolhimento aos deslocados, orações constantes pela paz e iniciativas concretas de ajuda aos mais vulneráveis”, sublinhou.
Para Chapo, estas acções demonstram que a força de Moçambique reside na capacidade dos seus cidadãos se unirem em momentos difíceis, independentemente das diferenças religiosas ou culturais.
A celebração do Eid al-Fitr, que marca o fim do jejum, é tradicionalmente vivida com orações nas mesquitas, encontros familiares e partilha de alimentos, simbolizando reconciliação, perdão e renovação espiritual.
O Chefe do Estado considerou que estes valores devem ser preservados e promovidos no quotidiano, como base para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
Ao dirigir-se à comunidade muçulmana, reiterou ainda a importância da unidade nacional como elemento essencial para o progresso do país.
A data surge, assim, não apenas como um momento de celebração religiosa, mas também como um apelo à continuidade de práticas solidárias e ao reforço da convivência pacífica entre todos os moçambicanos.
“Em meu nome pessoal e em nome do Governo da República de Moçambique, endereço as mais calorosas felicitações a toda a comunidade muçulmana”, concluiu.
(AIM)
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