Primeira-Ministra, Benvinda Levi, durante a sessão de Perguntas ao Governo na Assembleia da República
Maputo, 07 Mai (AIM) – O governo moçambicano está a providenciar linhas de financiamento para apoiar os produtores familiares e comerciais.
A medida, que engloba a irrigação, gestão e aproveitamento da água da chuva, visa dinamizar a produção agrícola para atenuar o custo de vida.
O facto foi revelado pela Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi.
Sublinhou que a disponibilização das linhas de financiamento aos produtores será através da rede de extensionistas existente em todo território nacional.
“Acreditamos que com a implementação destas e outras acções iremos continuar a assegurar o aumento dos níveis de produção e de produtividade no nosso país, garantindo o abastecimento dos mercados internos, a segurança alimentar e nutricional dos moçambicanos”, disse a Primeira-Ministra na Assembleia-República, o parlamento.
O governo aposta na agricultura em virtude de ser um sector com elevado potencial para gerar postos de trabalho e renda.
Além de dinamizar a industrialização, promover exportações, a produção agrícola substitui as importações, sobretudo dos produtos da cesta básica que pressionam as divisas e com peso elevado no aumento do custo de vida.
Para o alcance da visão, o Executivo, de acordo com Benvinda Levi, vai prosseguir e colocar a dispor sementes melhoradas, fertilizantes, agroquímicos e maquinaria agrícola, bem como construir e reabilitar as infraestruturas de apoio à produção.
“O governo reafirma que a solução para o aumento do poder de compra dos moçambicanos e, consequentemente, a redução do custo de vida, passa necessariamente por continuarmos focados no trabalho e no incremento da produção e produtividade interna em todos sectores económicos e sociais, particularmente no sector da agricultura, em toda sua cadeia de valor”, referiu.
A Primeira-Ministra respondia a pergunta da bancada parlamentar da Frelimo, partido no poder, segundo a qual que medidas estruturantes e de impacto imediato o governo está a implementar para reforçar a produção nacional, reduzir a dependência externa, estabilizar os preços dos bens essenciais e proteger o poder de compra das famílias.
A bancada questiona o Executivo num contexto internacional adverso, marcado pela volatilidade dos preços, choques externos e crescente pressão sobre o custo de vida.
(AIM)
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