Maputo, 05 de Set (AIM) — O Presidente da República, Daniel Chapo, entregou hoje o Centro de Negócios de Mocuba, província da Zambézia, zona centro, e lançou o Programa Jobs Now, colocando o sector privado no centro da estratégia do Governo para acelerar a transformação económica.
A nova infra-estrutura, inaugurada na cidade de Mocuba, pretende funcionar como uma plataforma de apoio à actividade empresarial, aproximando os serviços públicos dos investidores e facilitando a criação e expansão de empresas. O espaço integra um Balcão de Atendimento Único (BAÚ), onde os empresários poderão tratar de serviços essenciais, incluindo o registo de empresas e documentação.
A inauguração do Centro de Negócios e o lançamento do Jobs Now marcam, segundo o Chefe do Estado, uma nova aposta na ligação entre investimento, produção e emprego.
O Governo pretende que o sector privado deixe de ser visto apenas como beneficiário das políticas públicas e passe a assumir um papel decisivo na geração de riqueza e oportunidades.
“A prioridade central da nossa governação é acelerar o desenvolvimento socioeconómico de Moçambique, criando mais emprego para os jovens e as mulheres, principalmente; criar mais produção; mais empresas, principalmente as micro, pequenas e médias empresas; criar mais rendimento e melhores condições de vida para o povo moçambicano”, declarou Chapo.
O Presidente considerou a infra-estrutura estratégica para dinamizar a actividade empresarial na Zambézia e facilitar o acesso dos empresários aos serviços públicos.
A concentração de serviços no BAÚ deverá reduzir deslocações, simplificar procedimentos e diminuir barreiras burocráticas que dificultam a criação e expansão de empresas. O centro deverá igualmente servir de ponto de apoio a investidores nacionais e estrangeiros, promovendo parcerias e estimulando a circulação de capital e conhecimento na economia local.
Para Chapo, compete ao Estado criar as condições necessárias para que as empresas possam investir, inovar e produzir, através da construção de infra-estruturas, simplificação de procedimentos e remoção dos obstáculos ao ambiente de negócios.
No mesmo acto, o Presidente lançou o Programa Jobs Now, uma iniciativa que pretende acelerar a criação de postos de trabalho e melhorar a empregabilidade dos jovens.
Com cerca de 128 milhões de dólares, o programa deverá apoiar empresas com capacidade de gerar emprego e apostar na preparação dos jovens para responder às necessidades do mercado de trabalho.
Mais do que medir o sucesso pelo volume de recursos mobilizados, o Governo pretende avaliar o Jobs Now pelo número e pela qualidade dos empregos criados, bem como pela capacidade de integrar jovens e mulheres na actividade económica.
A aposta surge num contexto em que a criação de emprego constitui uma das principais prioridades da governação, com particular atenção à juventude, às mulheres e às micro, pequenas e médias empresas.
Chapo anunciou ainda o reforço de vários instrumentos de apoio ao sector privado, entre os quais a VIII edição do Fundo Catalítico, o Programa Emprega, o Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), o Pro Jovem, o Pro Mulher e a iniciativa Acredita Emprega.
Estes mecanismos deverão combinar financiamento, formação, empreendedorismo e integração nas cadeias de valor, com o propósito de aumentar a produção nacional e estimular a criação de emprego formal.
A estratégia pretende também aproximar os pequenos e médios empresários das oportunidades criadas pelos grandes projectos de investimento, permitindo que mais empresas nacionais participem no fornecimento de bens e serviços.
A ambição do Governo vai além da economia local. O PR relacionou a agenda de promoção do sector privado com os grandes investimentos previstos para a Bacia do Rovuma, onde estima a entrada de entre 50 e 60 mil milhões de dólares nos próximos cinco a dez anos.
Para Chapo, o desafio será assegurar que uma parcela significativa desse capital permaneça na economia nacional, através do aumento da participação das empresas moçambicanas nas cadeias de fornecimento dos grandes projectos.
Nesse sentido, destacou a aprovação de nova legislação e a criação de mecanismos de financiamento destinados a aumentar a participação nacional.
“Mais produção, mais emprego, mais dignidade para o nosso povo, mais exportações e menos importações é o que nós queremos para o nosso futuro. E é isto que vai fazer parte da nossa independência económica”, afirmou.
O Chefe do Estado defendeu uma relação mais funcional entre o Estado e o sector privado, apelando à remoção de práticas burocráticas e de corrupção que podem travar o investimento e limitar o crescimento das empresas.
Na sua visão, o papel do Estado deve ser o de criar um ambiente em que os empresários possam investir, inovar, produzir e criar empregos, enquanto o sector privado assume maior responsabilidade na transformação da economia.
Chapo apelou à conjugação de esforços entre o Estado, o sector privado, parceiros de cooperação, jovens e comunidades para transformar os programas e infra-estruturas lançados em resultados mensuráveis.
(AIM)
Red
