Maputo, 30 de Out (AIM) – O Governo moçambicano defende a sincronização de toda a cadeia logística entre o Porto da Beira e a região mineira do Copperbelt, na Zâmbia, para maximizar os benefícios da expansão do Oleoduto Moçambique–Zimbabwe, cujo projecto prevê aumentar a capacidade anual de transporte de combustíveis de três para cinco milhões de metros cúbicos.
A posição foi apresentada pelo Secretário de Estado dos Transportes, Chinguane Mabote, durante o Fórum do Corredor da Beira, realizado em Livingstone, na Zâmbia, onde apelou aos participantes para assumirem compromissos concretos que permitam transformar as discussões em investimentos e resultados económicos mensuráveis.
Segundo Mabote, a expansão do oleoduto só permitirá alcançar os resultados previstos se houver coordenação entre todas as componentes da cadeia de abastecimento, desde a recepção de combustíveis no Porto da Beira, passando pela armazenagem e bombagem, até à distribuição nos mercados de destino.
«Do navio que atraca na Beira à indústria mineira do Copperbelt, cada etapa tem de acompanhar as outras», afirmou o governante, sublinhando a necessidade de assegurar a articulação entre as infra-estruturas portuárias, energéticas e de transporte.
Com a expansão prevista, a capacidade anual de transporte do Oleoduto Moçambique–Zimbabwe deverá passar de três para cinco milhões de metros cúbicos, representando um aumento de dois milhões de metros cúbicos por ano, equivalente a cerca de dois mil milhões de litros adicionais.
O projecto contempla igualmente a instalação de novas estações de bombagem em Nhamatanda e Messica, na província de Manica, com vista a reforçar a capacidade operacional do sistema de transporte de combustíveis.
O Secretário de Estado dos Transportes considerou que os resultados do Fórum deverão ser avaliados pela capacidade de converter as recomendações em decisões concretas, mobilização de financiamento e execução de projectos.
«O êxito deste Fórum medir-se-á pela capacidade de transformar recomendações em decisões, investimentos e resultados», salientou.
Mabote acrescentou que, para o Governo moçambicano, a expansão do oleoduto, os investimentos no Porto da Beira e o reforço das ligações ferroviárias e rodoviárias fazem parte de uma estratégia integrada para desenvolver o Corredor da Beira e fortalecer a sua ligação aos mercados da África Austral.
A iniciativa enquadra-se nos esforços de reforço da capacidade logística do corredor, que constitui uma das principais vias de ligação comercial entre Moçambique e países do interior da região, com destaque para o Zimbabwe e a Zâmbia.
(AIM)
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