Presidente da Frelimo discursa na abertura da 3ª sessão ordinária do Comité Nacional. Foto Frelimo
Maputo, 31 Mai (AIM) – O Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, exorta aos membros da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN) a promover e liderar uma educação patriótica no seio da juventude como futuro de Moçambique.
Falando durante a cerimónia de abertura da 3ª sessão ordinária do Comité Nacional da ACLLN, evento que se realizou hoje no município da Matola, província meridional de Maputo, Chapo, que igualmente é Presidente da República, afirmou que os veteranos devem continuar a promover a unidade no pensamento e na acção em torno da identidade da Frelimo, partido no poder.
“Porque reconhecemos a bravura, estratégias combativas dos nossos veteranos, a realização desta sessão constitui uma ocasião propícia para a troca de ideias sobre a situação actual do nosso país, numa altura em que o país se recupera paulatinamente da instabilidade criada pelas manifestações violentas, ilegais e criminosas no período eleitoral de 2024”, disse.
As manifestações violentas e ilegais, segundo Chapo, mostraram uma nova forma de actuação dos inimigos dos moçambicanos porque, além de terem causado luto e feridos nas famílias, incluindo vandalização de bens públicos, privados e de particulares, instalaram também, um clima de desordem e terror.
As manifestações provocaram igualmente, desrespeito para com as instituições e pelos direitos humanos.
“Ficou claro que”, disse Chapo, “as manifestações não tinham como causa os resultados eleitorais, pois a vitória da Frelimo e do seu candidato presidencial foi clara e os jornalistas, por todos os partidos concorrentes, conseguiram perceber que esta é a única verdadeira verdade eleitoral”.
Convocadas pelo antigo candidato presidencial derrotado, Venâncio Mondlane, as manifestações violentas e ilegais arrastaram-se ao longo por seis meses. As eleições eclodiram uma semana após a realização, as VII eleições presidenciais, legislativas e IV para as assembleias provinciais.
As manifestações provocaram a destruição e pilhagem de bens públicos e privados, bem como a morte de centenas de pessoas e milhares de feridos.
O Presidente da Frelimo explicou que a vitória do partido no poder e do seu candidato presidencial resultou do envolvimento de todos os cidadãos, num amplo trabalho de preparação e organização eleitoral.
Sublinhou que o trabalho da Frelimo fez-se sentir em todo o território moçambicano e na diáspora, tendo anotado que “nenhum outro partido, ou candidato, conseguiu alcançar o nível do trabalho que fizemos”.
Chapo aproveitou a ocasião para saudar, de forma efusiva, aos antigos Presidentes da Frelimo e da República, nomeadamente, Joaquim Chissano, Armando Guebuza, e Filipe Nyusi, e as suas respectivas esposas, que arregaçaram as massas na mobilização eleitoral, dando exemplo aos demais quadros e militantes do partido.
“Muito obrigado aos antigos Presidentes por esta lição de liderança e contínuo compromisso com a defesa da causa da Frelimo e do povo moçambicano”, vincou.
A sessão abordou temas relevantes ligados à vida da organização e o papel dos combatentes no desenvolvimento do país.
(AIM)
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