Presidente da República, Daniel Chapo deposita coroa de flores nas Celebrações do Dia da Vitória. Foto de Carlos Júnior
Maputo, 07 Set (AIM) ‒ O Presidente da República, Daniel Chapo, desafia as gerações jovens, do pós-independência, a inspirarem-se no 7 de Setembro, Dia da Vitória, para lutarem rumo ao estabelecimento dos alicerces para alcançar a independência económica do país.
Chapo deixou o repto hoje, em Maputo, durante o seu discurso alusivo às celebrações da efeméride.
“Os protagonistas dos Acordos de Lusaka plantaram a semente da independência política e cabe a nós a missão de regar e adubar esta semente para que produza a independência económica de Moçambique”, disse.
O estadista moçambicano reconhece que a luta rumo à independência económica de Moçambique não será fácil e, até pode parecer impossível, “devido ao nível de pobreza que grassa no país e devido às forças ocultas, internas ou externas, que usam diversas artimanhas para perpetuarem a pobreza do povo moçambicano”.
Não obstante, Chapo defende que, “inspirados na vitória de Lusaka, cada jovem moçambicano, onde estiver enquadrado, no seu sector de actividade, deve regular o seu empenho e esforço para produzir o dobro do que já vem fazendo”, pois “o somatório individual será determinante para o desenvolvimento global da economia da querida pátria amada Moçambique”.
Chapo destacou, ainda, que os Acordos de Lusaka revelam que os moçambicanos da geração pós-independência são capazes de eliminar a corrupção, o burocratismo, o nepotismo, o regionalismo, o tribalismo, o analfabetismo e capazes de atingir níveis altos de desenvolvimento porque a solução passa pela determinação, coragem, trabalho abnegado e foco no objectivo comum de desenvolver Moçambique”.
O Presidente da República afirma que o Dia da Vitória não deve ser passado ou encarado como um simples feriado nacional, mas sim assumido como “um dia de reflexão sobre o nosso passado, o caminho percorrido até hoje, projectando o horizonte que queremos alcançar a curto, médio e longo prazos”.
Para melhor projectar o futuro, Chapo exorta as novas gerações para continuarem a preservar os ganhos do presente, resultantes do passado, proporcionados pelo 7 de Setembro, tais como a unidade nacional do povo moçambicano, a integridade territorial, a independência, a liberdade, a soberania, a democracia, a paz e a justiça.
Concluiu sublinhando que “celebrar o Acordo de Lusaka é, acima de tudo, homenagear os heróis da luta de libertação e valorizar os que acreditaram que a façanha da independência nacional era possível”, destacando Eduardo Mondlane, Samora Machel e outros filhos desta pátria.
Os Acordos de Lusaka foram celebrados a 7 de Setembro de 1974, na capital da Zâmbia, Lusaka, sob mediação do então presidente zambiano Kenneth Kaunda, entre a Frente de Libertação de Moçambique e o Estado português, marcando o fim da luta armada pela libertação de Moçambique.
Rubricaram os acordos, do lado moçambicano, Samora Moisés Machel, então presidente da Frelimo e, do lado português, Ernesto Melo Antunes, ministro sem pasta, Mário Soares, ministro dos negócios estrangeiros e António de Almeida Santos, ministro da Coordenação Interterritorial.
A partir deste dia, foi reconhecido o direito de Moçambique à independência, que viria a ser decretada a 25 de Junho de 1975.
(AIM)
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