Maputo, 8 Dez (AIM ) – O Presidente da República, Daniel Chapo, quer uma maior aproximação entre Moçambique e a diáspora em Portugal.
Chapo exprimiu o sentimento hoje (8), na cidade de Porto, Portugal durante um encontro com a comunidade moçambicana, que tinha por objectivo a partilha da situação política e económica nacional, incluindo o diálogo inclusivo em curso no país.
O encontro enquadra-se na visita de trabalho que o Presidente da República, onde vai participar na IV Cimeira Bilateral Portugal-Moçambique.
Referiu a importância do reforço das relações de amizade, cooperação, irmandade e familiaridade entre ambos países.
O Chefe de Estado moçambicano enalteceu a participação activa da diáspora nos processos sociais, económicos e político que ligam Moçambique a Portugal.
Sublinhou ser essencial o contacto directo e diálogo, tendo de seguida partilhado a situação política, económica e social de pais com destaque ao diálogo nacional inclusivo em curso com objectivo de consolidar a paz e a estabilidade com a participação de todos extractos sociais sem discriminação de qualquer natureza.
“Neste momento, este diálogo está acontecer, não só, ao nível do país, mas também na diáspora e nós achamos que todos nós precisamos de participar “, disse.
Por isso, Chapo apela a comunidade moçambicana a dar seu contributo com ideias e propostas que possam enriquecer às discussões nacionais.
O estadista moçambicano partilhou igualmente a visão do governo para o presente quinquénio, assente no lançamento dos alicerces da independência económica.
Informou que Moçambique possui condições favoráveis para quem queira investir, citando como exemplo o turismo, transporte, logística, corredores de desenvolvimento, recursos minerais, agricultura, energia, indústria entre outras.
“Precisamos todos estar unidos e trabalhar para que esta diversificação da nossa economia possa acontecer “, disse.
Aproveitou a oportunidade para enaltecer o contributo da comunidade moçambicana para a promoção da boa imagem do país em Portugal.
“Vamos continuar a trabalhar juntos para encontrar soluções às preocupações que aqui foram apresentadas que são todos legítimos, registamos e vamos continuar a trabalhar para melhorar “, disse.
Ressaltou ainda medidas concretas de modo a responder a algumas das preocupações limitadas, assegurando que equipas móveis serão enviadas a Portugal para facilitar o tratamento de documentos e que o governo está mobilizar recursos de forma que estas brigadas permaneçam por mais tempo no país e noutros destinos com forte presença da diáspora.
Deu a conhecer às reformas em curso nas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e a intenção de retoma voos de Moçambique para Portugal, assim como Brasil e Índia.
“Já está na manga a retoma dos voos para Portugal “, disse.
Já, o representante da comunidade moçambicana fez saber que há muitos anos que um Chefe do Estado Moçambicano não visitava a cidade do Porto.
Em Portugal existem actualmente cerca de 13.700 moçambicanos, incluindo estudantes, professores, emprendedores, atletas e famílias.
Os moçambicanos residentes em Portugal enalteceram o empenho do Presidente na promoção do diálogo nacional inclusivo e solidarizaram-se com às vítimas de terrorismo em Cabo Delgado, norte de Moçambique.
(AIM)
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