I Conferência Nacional sobre Transformação Digital.
Maputo, 11 Jan (AIM) – O Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, defende a inclusão de todos os extractos sociais e aposta na participação do sector privado para garantir eficiência, segurança e benefícios ao cidadão em Moçambique.
Para o efeito, o Governo pretende construir um Estado digital com base no factor humano, assegurando que a transformação tecnológica sirva, em primeiro lugar, os interesses do cidadão.
A posição foi defendida pelo titular durante a abertura da I Conferência Nacional sobre Transformação Digital.
Na ocasião, o governante sublinhou que o sucesso do processo depende do envolvimento de todos os extractos sociais, desde a academia ao sector privado, este último chamado a desempenhar um papel activo na implementação dos sistemas tecnológicos.
“Quero convidar o sector privado para que seja actor nesse processo, porque é dessa maneira que vamos construir o Estado que nós queremos, de forma célere, com segurança e com a qualidade que se espera”, apelou Muchanga.
O ministro destacou que o processo de digitalização já está em curso, com o lançamento de uma plataforma de assinatura digital e de certificação digital, entre outras iniciativas.
Anunciou igualmente a promoção de um concurso para a implementação do sistema de identidade digital, bem como a expansão da infra-estrutura de telecomunicações para mais de 1300 pontos em todo o país.
“Há muitas outras iniciativas em curso. O importante é todos participarmos, implementarmos com qualidade e assegurarmos, em última instância, que o cidadão beneficie da tecnologia”, frisou.
Por seu turno, o presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, considerou a realização da conferência uma iniciativa de grande relevância estratégica para o futuro económico do País.
Segundo afirmou, a transformação digital deixou de ser uma opção, tornando-se um imperativo nacional.
“Hoje não se discute se a transformação digital é necessária, mas sim como digitalizar e para quem digitalizar”, observou.
Para Massingue, digitalizar significa eliminar burocracias, reduzir custos e ganhar tempo, factores essenciais para assegurar produtividade, competitividade, empregabilidade e oportunidades no sector empresarial.
Defendeu que o processo deve assentar em três pilares fundamentais: redução dos custos de contexto, aumento da eficiência económica e digitalização dos serviços públicos e financeiros, eliminando redundâncias e promovendo emprego e competitividade.
A CTA sustenta ainda que a inclusão digital não deve ser apenas tecnológica, mas também económica, territorial e social. Para tal, é necessária a implementação de instrumentos como certificação electrónica de origem, identidade e assinatura digital, sob pena de o País ficar à margem das novas dinâmicas do comércio africano.
O sector privado espera avanços rápidos em áreas como serviços municipais, licenciamento empresarial e justiça fiscal.
(AIM)
Paulino Checo
