Presidente da CTA, Álvaro Massingue,. Foto arquivo de Carlos Júnior
Maputo, 11 Fev (AIM) – O Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, afirmou hoje (11), em Maputo, que a transformação digital deve ser utilizada como instrumento de inclusão económica, garantindo que mulheres, jovens, operadores informais e populações rurais tenham acesso igualitário às oportunidades económicas.
Falando na abertura da Primeira Conferência Nacional sobre Transformação Digital, Massingue sublinhou que “a inclusão digital não pode ser apenas tecnológica; deve ser económica, territorial e social”, acrescentando que ferramentas como pagamentos digitais, carteiras electrónicas e créditos seguros só têm impacto transformador se forem acessíveis a todos.
O líder empresarial explicou que a digitalização deixou de ser uma opção e tornou-se uma necessidade estratégica para o sector privado, promovendo competitividade, produtividade e sustentabilidade dos negócios.
“Cada serviço público digitalizado, cada licença obtida “online” representa menos custos operacionais, mais previsibilidade e maior confiança para quem quer investir e crescer em Moçambique”, afirmou.
Para a CTA, a transformação digital deve perseguir três objetivos fundamentais: reduzir custos, promover inclusão económica e reforçar a competitividade nacional e regional.
“A digitalização dos serviços públicos, financeiros e comerciais deve simplificar processos, eliminar redundâncias e libertar as empresas para se concentrarem no essencial: produzir, criar emprego e gerar valor”, frisou.
O representante do sector privado destacou ainda a importância da interoperabilidade e da certificação digital no contexto africano: “Sem sistemas interoperáveis, identidade e assinatura digital, certificação electrónica de origem e fronteiras digitalizadas, arriscamo-nos a ficar à margem das novas cadeias de valor africanas”.
Massingue saudou o lançamento da plataforma de visto electrónico, considerando-o “um sinal claro de modernização do Estado, da facilitação da mobilidade, da promoção do turismo e da atração de investimentos”, e expressou a expectativa de que iniciativas semelhantes sejam rapidamente aplicadas em áreas críticas como licenciamento empresarial, comércio externo, fiscalidade, justiça económica e serviços municipais.
Já, o Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Rasaque Manhique, destacou o papel do município na implementação da transformação digital. “Digitalizar é simplificar. É aproximar o Estado do cidadão e prestar melhores serviços públicos”, afirmou, sublinhando que a cidade tem investido na digitalização da gestão urbana e na modernização dos processos municipais.
“Enquanto município, estamos alinhados com esta visão. Investimos na digitalização dos processos de modernização da gestão urbana e na construção de uma cidade Maputo mais inteligente, conectada e eficiente”, disse.
(AIM)
SNN/sg
