Doente de cólera. Foto arquivo
Chimoio (Moçambique), 11 Fev (AIM) – As autoridades de saúde na província de Manica, centro de Moçambique, registaram, desde o início do ano, um cumulativo de 57 casos de cólera, que resultaram em dois óbitos.
Todos os casos foram notificados em zonas recônditas do distrito de Guro, regiões que fazem limite com a província de Tete.
O médico-chefe provincial de Manica, Flávio Roque, que revelou os números, explicou que algumas regiões do distrito de Guro, caracterizadas por fraco saneamento do meio, são as que apresentam mais casos da chamada doença das mãos sujas.
Entretanto, as autoridades de saúde na província já desencadearam várias acções para evitar que a doença se alastre para outras regiões de Manica.
“No princípio deste ano tivemos o registo de primeiros casos da cólera no distrito de Guro. Notificamos a doença em zonas recônditas onde há o fraco saneamento o meio. Até à presente data, lamentamos o registo cumulativo de 57 pessoas que tiveram a doença e que resultou em dois óbitos”, referiu Flávio Roque, em conversa, esta quarta-feira (11), com a AIM.
“Estamos na época chuvosa em que precisamos redobrar a nossa higiene individual e colectiva. Portanto, em algumas povoações daquele distrito ainda temos problema de saneamento do meio. Quando chove, sem observarmos algumas medidas de prevenção temos tido ocorrências da doença, em quase todos os anos”.
Flávio Roque assegurou que o sector da saúde, juntamente com outras entidades, incluindo organizações não governamentais e as comunidades em geral, trabalha para travar a propagação da cólera.
As medidas, de acordo com a fonte, consistem no tratamento da água com cloro e Certeza (desinfectante), bem como no melhoramento da higiene individual e colectiva.
O médico apelou igualmente às comunidades para eliminarem os charcos de água e o lixo, fazerem o uso correcto das latrinas e lavarem as mãos com água e sabão ou cinza, entre outras acções preventivas.
“O vibrião colérico, que é o causador da doença, pode estar em charcos, lixo e em outros locais sujos. Portanto, é necessário que eliminemos as águas paradas e o lixo. Observemos correctamente as medidas de higiene individual e colectiva. Lavar as mãos e os alimentos antes de serem consumido”, reforçou Flávio Roque.
Referiu que já estão em curso acções de prevenção da doença em outros distritos da província de Manica.
“Há circulação de pessoas em toda a nossa província. A doença pode facilmente propagar-se para outras regiões. É por isso que estamos atentos e a desencadear uma série de acções com vista a evitar que tenhamos ocorrências de mais casos em outros distritos”, acrescentou o médico-chefe provincial.
“Temos medicamentos suficientes em quase todas as unidades sanitárias da província para uma resposta adequada em casos de necessidades. O nosso apelo é que qualquer suspeita da doença, a pessoa deverá, atempadamente, dirigir-se à unidade sanitária mais próxima da sua residência para receber tratamento”.
(AIM)
Nestor Magado (NM) /sg
