Postes tombados durante a passagem da Tempestade Tropical. Foto arquivo
Maputo, 12 Fev (AIM) – Mais de 174 mil pessoas poderão ser afectadas pela tempestade tropical severa “GEZANI”, que, segundo projecções, deverá atingir a província meridional de Inhambane a partir de 13 de Fevereiro corrente.
Para fazer face à situação, estão preparados mais de 600 centros de acolhimento distribuídos por todos os distritos da província, onde as populações em risco poderão ser temporariamente alojadas.
A informação foi avançada hoje, em Morrumbene, pela presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, que trabalhou nos distritos de Massinga e Morrumbene no quadro das acções de sensibilização das comunidades face à aproximação da tempestade, cujos efeitos deverão fazer-se sentir nos distritos costeiros das províncias de Inhambane, Gaza e Sofala.
Segundo Meque, neste momento decorre um trabalho intensivo de mobilização e consciencialização das populações vulneráveis para que procurem abrigo nos centros previamente identificados ou em locais seguros.
“Neste momento, o que estamos a fazer é manter o ritmo de protecção e sensibilização ao nível das comunidades. Temos que continuar a passar a mensagem às famílias para que percebam que é um ciclone que vai acontecer e que não deve ser menosprezado”, disse.
A responsável explicou que as projecções indicam que o fenómeno poderá atingir categoria nível três, razão pela qual as autoridades recorrem à memória colectiva do impacto do ciclone DINEO, que afectou a mesma província em 2017, para reforçar a percepção do risco.
“A província de Inhambane sofreu, em 2017, o ciclone ‘DINEO’, e muitos ainda têm a recordação da dimensão dos seus efeitos. Isso deve servir de alerta para que se perceba a magnitude do fenómeno que se aproxima”, acrescentou.
Entretanto, alguns residentes de Massinga e Morrumbene, ouvidos pela Rádio Moçambique, garantiram estar a assimilar as mensagens de prevenção transmitidas pelas autoridades.
“O que deve ser feito agora é alertar a comunidade para não ficar debaixo de árvores, assegurar os tectos das casas, preparar documentos e medicamentos e permanecer em locais seguros”, disse José Zunguze, residente em Morrumbene.
Já Reginaldo, residente em Massinga, afirmou que a comunidade está a preparar-se para minimizar os impactos.
“Agora que recebemos o aviso do ciclone, vamos preparar as nossas casas para prevenir os efeitos”, afirmou.
(AIM)
FG/sg
