Presidente do MDM, Lutero Simango,
Maputo (AIM) – O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, defendeu esta segunda-feira (17), em Maputo, a necessidade de o país apostar na dinamização da economia e no fortalecimento do sector produtivo, com enfoque na participação activa dos cidadãos, sobretudo da juventude e das mulheres.
“Não se pode desenvolver um país sem pequenas e médias empresas (PME,s)”, afirmou Simango, durante a abertura de um debate interno sobre a “saúde” do país, no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo.
Segundo o dirigente, as PME,s desempenham um papel central na geração de emprego, criação de oportunidades e diversificação da economia. Neste contexto, advertiu que “não se pode desenvolver o país enquanto o Estado continuar a ser o maior empregador”.
O MDM é a terceira formação politica da oposição a seguir o Partido Optimista pelo Desenvolvimento de Moçambique (Podemos) e a Renamo.
Simango defendeu, por isso, a criação de condições que permitam o crescimento e a competitividade da iniciativa privada, considerando-a fundamental para impulsionar o desenvolvimento económico.
O líder do MDM sublinhou ainda o potencial dos recursos naturais do país. “Moçambique tem água suficiente” e “possui terras que podem produzir comida”, afirmou, defendendo políticas que incentivem a produção agrícola e industrial de forma sustentável.
No que respeita ao acesso ao financiamento, Simango considerou urgente a adopção de medidas que facilitem o crédito aos empreendedores. “Os juros bancários devem estar no intervalo de 7 por cento a 10 por cento”, disse, acrescentando que a redução do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) pode aliviar a carga fiscal e estimular a actividade económica.
Para o dirigente, a acção governativa deve ser centrada nas pessoas. “A ação governativa deve ter como centro o jovem, a mulher e o homem”, afirmou, defendendo igualmente maior engajamento dos cidadãos na transformação das instituições públicas.
Simango destacou que a estabilidade social, a paz e a coesão nacional dependem do envolvimento activo da população. “O país precisa de políticas de sustentabilidade e de desenvolvimento”, afirmou, sublinhando a necessidade de soluções que articulem crescimento económico e desenvolvimento humano.
No âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, explicou que o encontro visa harmonizar posições do MDM sobre matérias estruturantes, como a revisão constitucional, a reforma eleitoral e o processo de descentralização, incluindo o funcionamento das instituições eleitorais e judiciais.
“Esta é uma oportunidade para consolidar ideias e apresentar soluções que contribuam para o desenvolvimento do país”, disse.
Referindo-se ao contexto internacional, Simango considerou que Moçambique pode transformar desafios globais em oportunidades económicas. “Temos água suficiente e terras que podem produzir comida”, reiterou, defendendo o investimento nesses sectores como forma de aumentar a produção, gerar emprego e reforçar a segurança alimentar e energética.
O dirigente concluiu apelando à colaboração entre todos os sectores da sociedade. “O envolvimento activo dos cidadãos é fundamental para garantir oportunidades e consolidar o progresso do país”, finalizou.
(AIM)
SNN/sg
