Assinatura entre Conselho Nacional da Juventude (CNJ) e a Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo (COTE)
Maputo, 06 Mar (AIM) – O Conselho Nacional da Juventude (CNJ) e a Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo (COTE) assinaram hoje (06), em Maputo, um memorando de entendimento destinado a reforçar a participação activa da juventude moçambicana no processo do diálogo nacional inclusivo.
Intervindo na ocasião, o presidente do CNJ, Kino Caetano, explicou que o memorando permitirá que jovens de diferentes pontos do território nacional participem no processo de diálogo, incluindo aqueles que residem em localidades e postos administrativos.
“Queremos levar a voz de todos os jovens moçambicanos a este diálogo para fazer com que todos se revejam nas conclusões que serão alcançadas”, disse.
Caetano explicou que a organização funciona como interlocutor entre as associações juvenis, os jovens moçambicanos e o Estado, estando representada em praticamente todos os distritos do país.
“Achamos que deveríamos aproximar-nos para celebrar este memorando, porque a juventude moçambicana afigura-se incontornável para este processo, que vai definir como é que o nosso Estado vai posicionar-se do ponto de vista da organização estrutural e das políticas governamentais”, afirmou.
O dirigente sublinhou que a juventude constitui a maioria da população moçambicana e, por isso, a sua participação no diálogo nacional inclusivo é indispensável.
Para Caetano, os consensos que vierem a ser alcançados no âmbito do processo devem reflectir a visão da juventude, tendo em conta que são os jovens que, nos próximos anos, irão assumir responsabilidades na condução dos destinos do país.
Acrescentou que o CNJ congrega diferentes sensibilidades juvenis, incluindo ligas juvenis partidárias, organizações religiosas, activistas sociais, jovens empreendedores, artistas e desportistas, o que permitirá recolher uma diversidade de opiniões e propostas.
Explicou ainda que os conselhos distritais da juventude poderão liderar o processo de recolha de contribuições ao nível local, garantindo que a voz dos jovens que vivem nas comunidades seja devidamente considerada.
Por sua vez, o presidente da COTE, Édson Macuacua, considerou a assinatura do memorando como um passo importante para reforçar o carácter inclusivo do processo.
Macuacua afirmou que, a partir deste momento, a comissão técnica passa a contar com o CNJ como parceiro estratégico na mobilização e envolvimento dos jovens.
“Moçambique é um país constituído maioritariamente por uma população jovem, logo não seria possível materializar um diálogo nacional inclusivo sem o envolvimento dos próprios jovens”, afirmou.
Segundo o responsável, com este memorando a comissão técnica transfere parte da liderança do processo de mobilização da juventude para o CNJ, que deverá promover a participação activa dos jovens na discussão dos principais desafios do país.
Macuacua sublinhou que a intenção é garantir que os jovens participem no diálogo não apenas como destinatários das decisões, mas como actores activos na construção de soluções.
“Queremos jovens que participem com opiniões, com ideias e com contribuições concretas sobre o país que desejam construir”, afirmou.
O representante da COTE acrescentou que a comissão técnica espera receber contribuições de jovens provenientes de diferentes sectores da sociedade, incluindo estudantes, empreendedores, trabalhadores, camponeses e jovens desempregados.
Macuacua manifestou ainda confiança de que, com o envolvimento do CNJ, o processo de diálogo chegará a todos os distritos, postos administrativos e localidades do país, permitindo que a juventude participe activamente na definição de consensos nacionais.
O diálogo nacional inclusivo visa promover um amplo debate entre os moçambicanos sobre questões estruturantes do país, envolvendo diferentes sectores da sociedade na busca de soluções para os desafios políticos, económicos e sociais de Moçambique.
Com o acordo, o CNJ passa a assumir um papel central na mobilização e recolha de contribuições da juventude em todo o território nacional, através da sua rede de conselhos provinciais e distritais, assegurando que as opiniões dos jovens sejam integradas no processo conduzido pela comissão técnica.
(AIM)
SNN/sg
