Maputo, 23 Mar (AIM) – O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) considera que 2025, esteve entre os três anos mais quentes registados em Moçambique nos últimos 46.
As informações apresentadas esta segunda-feira, em Maputo, constam do Relatório do Estado do Clima referente ao ano de 2025, apresentado no âmbito da celebração do Dia Mundial da Meteorologia que se comemora hoje (23), sob lema “Observando o Hoje, Protegendo o Amanhã”.
O climatologista do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), Isaías Raiva explicou que, o clima do país está a intensificar-se anualmente o que contribui para o registo de muita precipitação.
“Estamos a verificar mais temperaturas altas, mais noites quentes e mais dias com temperaturas muito extremas e está evidente de que estamos a observar mais dias com precipitação muito extrema um pouco por todo o país e chegam a ser as mais intensas dos últimos 46 anos. Estamos a dizer que tivemos uma precipitação com um período de retorno de cerca de 50 a 100 anos”, aclarou Raiva.
O climatologista disse ainda que a intensificação da temperatura da superfície do mar avaliada pela primeira vez pelo INAM contribui para a formação de ciclones tropicais no país.
“Conseguimos também trazer evidências que ditam que a nossa costa está a ter uma elevação do nível do mar, isso vai pôr em risco não só no presente, mas no futuro maior parte das cidades, porque sabemos que grande parte das cidades moçambicanas estão localizadas na costa”, avançou.
Vincou ainda que, “mas também viabiliza a questão da prática agrícola principalmente nas zonas costeiras, porque vamos ter nos próximos anos intrusão salina em que a água do mar vai entrar nos cursos dos rios e provocando problemas nas culturas desenvolvidas nesses locais”.
A Secretária Permanente (SP) no Ministérios das Comunicações e Transformação Digital (MCTD), Mirza Miquidade recomendou ao INAM a fortalecer os sistemas de previsão e aviso prévio com um olhar na melhoria dos mecanismos de mitigação dos fenómenos climáticos.
“Exortamos aos colaboradores do INAM a aceitarem esse desafio para melhorarem ainda mais a capacidade de prever, monitorar e disseminar avisos e alertas sob condições adversas que originam situações de catástrofes naturais”, disse.
Explicou que estas informações são imprescindíveis para que os órgãos de tomada de decisão, mitigação e gestão de desastres possam actuar com a devida antecedência e eficácia e deste modo minimizar os seus impactos negativos”, disse.
(AIM)
Fernanda da Gama (FG) /sg
