Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas e o Director Regional do Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR), Mamadou Balde
Maputo, 07 Mai (AIM) – A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas, reafirmou hoje, em Maputo, que não há registo de cidadãos moçambicanos mortos ou feridos na recente onda de violência xenófoba na vizinha África do Sul.
Reconheceu, porém, que há medo entre os moçambicanos residentes naquele país.
“Nós como temos às nossas missões diplomáticas e consulares na África do Sul, a primeira coisa que tínhamos que fazer é tentar saber como é que estão os moçambicanos”, disse a governante.
Explicou que Moçambique dispõe de missões diplomáticas e consulares naquele país, incluindo representação em Pretoria, Joanesburgo, Durban e Cape Town.
Segundo Maria Lucas, o foco de tensão continua a ser Durban, na província de KwaZulu-Natal. “O nosso povo está com medo, assim como estão também os outros irmãos africanos, é muito medo, não saem de casa, ai prejudica por causa de trabalho e escola”, afirmou. Acrescentou: “A questão é nesta onda toda por exemplo em Durban, nenhum moçambicano ferido ou morto, não temos essa informação, mas que existe medo, existe”.
A ministra explicou que esta situação levou o Presidente da República, Daniel Chapo, a deslocar-se recentemente à África do Sul para concertação com as autoridades sul-africanas.
Segundo disse, Maputo e Pretória defendem soluções estruturais, assentes no desenvolvimento económico, incluindo a criação de uma zona económica especial transfronteiriça envolvendo Moçambique, África do Sul e Eswatini.
Maria Lucas falava à imprensa no quadro da visita ao país do director regional do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Mamadou Balde, que manifestou solidariedade com Moçambique face aos desafios humanitários em Cabo Delgado e noutras províncias afectadas por eventos extremos.
Segundo a governante, o ACNUR vai manter o apoio ao país, incluindo assistência humanitária, apoio jurídico e reforço da identificação civil de populações vulneráveis.
(AIM)
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