Maputo, 04 de Set (AIM) – A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) quer que os 50 anos de relações entre Moçambique e Alemanha deixem de ser apenas uma celebração diplomática e passem a traduzir-se numa nova vaga de negócios, investimentos e projectos concretos liderados pelo sector privado.
A posição foi defendida hoje pelo Presidente da CTA, Álvaro Massingue, durante um encontro Business to Business (B2B), realizado na sede da organização, em Maputo, com uma delegação empresarial alemã que participa na 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM) e procura oportunidades no mercado moçambicano.
Ao receber os empresários alemães, Massingue destacou a necessidade de inaugurar uma nova etapa nas relações económicas entre os dois países, colocando o sector privado no centro da parceria.
“Queremos que esta celebração transforme a amizade entre os nossos países em negócios, investimentos e projectos concretos.”
Segundo o Presidente da CTA, a Alemanha constitui um parceiro sólido e fiável de Moçambique, com uma presença relevante em sectores estratégicos como energia, infra-estruturas, água e saneamento e formação técnico-profissional.
Durante o encontro, a CTA apresentou à delegação empresarial alemã um conjunto de oportunidades de investimento existentes em Moçambique, com destaque para energia, infra-estruturas, logística, agro-processamento, cadeias de valor agrícolas, indústria, digitalização, água e saneamento.
Para Massingue, a combinação entre a capacidade tecnológica, a inovação e a experiência industrial alemãs e os recursos, os parceiros nacionais e os mercados em crescimento de Moçambique pode abrir espaço para uma relação económica mais profunda.
A localização estratégica de Moçambique, com acesso à região da África Austral e aos mercados da SADC, foi igualmente apontada como uma vantagem para as empresas alemãs interessadas em expandir a sua presença no continente africano.
Mais do que atrair capital, a CTA pretende que a nova fase da parceria produza benefícios duradouros para a economia moçambicana, através da criação de emprego, transferência de conhecimento e tecnologia, desenvolvimento de fornecedores locais e fortalecimento das cadeias de valor nacionais.
O Presidente da CTA defendeu que os encontros empresariais realizados no âmbito da FACIM devem ultrapassar a lógica tradicional de contactos institucionais e transformar-se em plataformas para a concretização de negócios.
“Deve ser um espaço para transformar contactos em negócios e confiança em parcerias. Esperamos que destes encontros resultem parcerias comerciais, joint ventures, transferência de tecnologia, investimentos directos e projectos conjuntos”, afirmou Massingue.
A CTA garantiu, por outro lado, que pretende manter o acompanhamento das relações empresariais para além da FACIM, facilitando o contacto entre empresas alemãs e associações sectoriais moçambicanas e apoiando o seguimento dos entendimentos alcançados.
Em representação da delegação empresarial alemã, a CEO da Câmara de Comércio e Indústria de Chemnitz, Cristoph Neuberg, manifestou confiança no potencial económico de Moçambique e defendeu uma maior aproximação entre os sectores privados dos dois países.
Neuberg destacou a importância do encontro promovido pela CTA para transformar o interesse empresarial em oportunidades concretas, sublinhando que o objectivo deve ir além da simples criação de contactos.
A mensagem alemã é clara: existe disponibilidade para acompanhar Moçambique numa nova fase de crescimento e industrialização.
“Moçambique pode contar com a Alemanha como parceiro de longo prazo”, afirmou Neuberg.
(AIM)
