Ministro da Economia, Basílio Muhate. Foto de Carlos Júnior
Maputo, 04 Mai (AIM) – O Governo moçambicano reforçou hoje o apelo à participação activa do sector privado na 61ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), defendendo uma presença empresarial orientada para resultados concretos, com foco na celebração de negócios, estabelecimento de parcerias e atracção de investimento.
Durante a apresentação do ponto de situação dos preparativos, o Ministro da Economia, Basílio Muhate, foi directo ao destacar que o verdadeiro sucesso da FACIM deverá medir-se pela capacidade de gerar negócios e consolidar parcerias estratégicas.
“Uma feira sem negócios firmados não é feira, uma feira sem estabelecimento de parcerias não é feira”, afirmou Muhate.
Sob o lema “Transformação Digital e Energética Rumo a uma Economia Sustentável”, a FACIM 2026 surge alinhada com as tendências globais e com as actuais prioridades do desenvolvimento económico, apostando numa articulação mais efectiva entre os sectores público e privado.
Muhate sublinhou que a FACIM mantém o seu estatuto de principal montra económica multissectorial do país.
“A FACIM é uma feira com carácter anual e multissectorial, que congrega num único espaço todos os sectores económicos à escala nacional e internacional”, destacou.
Segundo o governante, o evento continua a afirmar-se como uma plataforma estratégica para a promoção das exportações, captação de investimento e reforço da integração económica de Moçambique nos mercados regionais e internacionais.
Quando faltam cerca de quatro meses da realização da feira, o Executivo partilhou com o sector privado as acções em curso e reiterou a necessidade de consolidar a FACIM como espaço privilegiado de convergência de interesses económicos, inovação empresarial e estabelecimento de parcerias estruturantes.
Muhate manifestou expectativa de que a nova abordagem do evento, marcada por maior protagonismo da iniciativa privada e maior enfoque em resultados mensuráveis, imprima novo dinamismo à feira.
“Esperamos que a nova abordagem, com foco em resultados e liderança privada, traga mais dinamismo ao evento”, afirmou.
Do lado do sector privado, as perspectivas são positivas, embora enquadradas num contexto económico ainda marcado por constrangimentos operacionais e financeiros.
O Vice-Presidente da CTA, Amâncio Gume, destacou o papel da FACIM como plataforma consolidada de promoção empresarial, investimento e integração económica.
“A FACIM consolidou-se como um espaço privilegiado onde convergem produção nacional, investimento, inovação e parcerias”, afirmou.
Gume considerou que o evento continua a desempenhar um papel relevante na projecção das empresas moçambicanas, facilitando a sua inserção nas dinâmicas regionais e globais de negócios.
Contudo, apontou desafios persistentes no ambiente empresarial, nomeadamente limitações no acesso a divisas, dificuldades de financiamento, custos operacionais elevados e problemas no abastecimento de combustíveis, factores que condicionam a competitividade das empresas nacionais.
Ainda assim, o sector privado prevê uma participação significativa na FACIM 2026, embora mais estratégica e orientada para oportunidades concretas de negócio, incluindo encontros empresariais (B2B), parcerias com o sector público (B2G), acesso a financiamento e incorporação de novas tecnologias.
“A FACIM 2026 representa uma oportunidade concreta para transformar desafios em negócios e intenções em investimentos”, sublinhou Gume.
Governo e sector privado convergem na ideia de que o impacto da FACIM dependerá da capacidade de fortalecer ligações entre expositores, investidores e financiadores, nacionais e estrangeiros, criando condições para que a feira produza resultados tangíveis para a economia nacional.
Por seu turno, o Governo reafirmou o compromisso de continuar a apoiar o empresariado moçambicano, promovendo a sua internacionalização e criando melhores condições para a atracção de investimentos, com destaque para as missões empresariais internacionais previstas no âmbito da feira.
(AIM)
Paulino Checo / sg
