Maputo, 29 de Set (AIM) – O Instituto de Cereais de Moçambique (ICM), Cornelder de Moçambique e ICM Logistics alinham no Porto da Beira novo processo de importação e movimentação de cereais, no quadro da abordagem do Governo de centralizar a entrada do arroz no país.
O Porto da Beira passa a assumir um papel estratégico no novo modelo de importação de arroz centralizado pelo Governo, com o Instituto de Cereais de Moçambique a reforçar a coordenação das operações de entrada e movimentação do cereal através daquela infra-estrutura portuária.
A nova dinâmica esteve em discussão num encontro operacional realizado no Porto da Beira, provincia de Sofala, que juntou uma delegação central do ICM, IP, liderada pelo Director-Geral Adjunto, Carlos Langa, a Cornelder de Moçambique e a ICM Logistics.
O encontro serviu para alinhar os procedimentos necessários à importação e movimentação de arroz e trigo, procurando assegurar maior celeridade, coordenação e eficiência no tratamento das cargas que chegam ao país através do Porto da Beira.
A centralização da importação do arroz coloca o ICM, IP no centro da coordenação do processo, numa estratégia que passa também pela definição de mecanismos operacionais capazes de garantir maior controlo e rapidez na movimentação do cereal no recinto portuário.
Uma das principais novidades discutidas foi a introdução do Agente Portuário, uma figura que passa a responder directamente pela celeridade do processo de importação de cereais e pela defesa dos interesses do ICM, IP durante a movimentação da carga.
A medida pretende aproximar a decisão institucional da execução operacional, reduzindo eventuais constrangimentos no percurso da carga desde a chegada do navio até à sua movimentação no porto.
O alinhamento entre o ICM, IP, a Cornelder de Moçambique e a ICM Logistics coloca o Porto da Beira no centro da operacionalização da nova política de importação de arroz, reforçando a importância daquela infra-estrutura na entrada de cereais destinados ao mercado nacional.
Durante o encontro foram igualmente definidas prioridades relacionadas com a atracação de navios, tendo em conta o disposto no Diploma Ministerial n.º 31/2026, de 24 de Abril.
A definição antecipada das prioridades pretende melhorar a coordenação das operações portuárias e assegurar maior previsibilidade na recepção dos navios que transportam arroz e trigo.
Com a introdução do Agente Portuário, o ICM, IP procura garantir uma presença mais efectiva no acompanhamento das operações de importação, assegurando que os interesses da instituição sejam salvaguardados durante a movimentação das cargas.
A articulação com a Cornelder de Moçambique e a ICM Logistics deverá permitir uma maior integração entre a componente institucional e a componente operacional do processo.
O Porto da Beira assume, assim, um lugar de destaque na concretização do novo modelo, num momento em que o Governo procura centralizar a importação do arroz e tornar mais coordenada a entrada de cereais no país.
A aposta passa por uma cadeia de importação com responsabilidades mais claras, maior acompanhamento institucional e procedimentos portuários orientados para a celeridade na movimentação de arroz e trigo.
(AIM)
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