maputo, 09 de Out (AIM) – O Secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, Edson Macuácua, defendeu, em hoje, em Chongoene, Gaza, a aplicação dos resultados da investigação científica na formulação de políticas públicas e na resolução dos problemas ambientais e territoriais das comunidades.
“O rigor científico só atinge a sua plenitude quando se traduz em melhoria de vida para o cidadão comum”, afirmou, no encerramento do 11.º Congresso Internacional sobre Sustentabilidade Ambiental e Territorial.
Macuácua falava na Universidade Save, província de Gaza, onde apelou às universidades, aos centros de investigação e ao sector privado para reforçarem a cooperação com o Estado na identificação de soluções para os desafios da sustentabilidade ambiental e territorial.
“O conhecimento que partilhamos neste congresso não pode ficar trancado nas academias ou arquivado em relatórios digitais”, declarou o governante, defendendo que os resultados das pesquisas devem ser aplicados na protecção dos ecossistemas e na melhoria das condições de vida da população.
O responsável apontou a gestão da água, a agricultura sustentável, o planeamento urbano e a preservação ambiental entre as áreas que necessitam de respostas práticas baseadas no conhecimento científico.
Segundo Macuácua, a realização do evento em Moçambique marcou a primeira vez que o continente africano acolheu esta iniciativa internacional, permitindo aproximar a investigação científica dos problemas concretos enfrentados pelas comunidades.
O governante destacou que os trabalhos apresentados permitiram partilhar dados científicos, diagnósticos territoriais e propostas destinadas a reforçar a capacidade de resposta aos riscos ambientais, além de consolidar parcerias internacionais e promover o diálogo entre investigadores experientes e jovens cientistas.
Macuácua afirmou que as instituições de ensino superior devem assumir um papel activo na procura de soluções para os desafios da sociedade, considerando que a investigação académica deve contribuir directamente para o desenvolvimento económico, social e ambiental.
“O Ensino Superior não pode ser uma torre de marfim. Deve ser, sim, o motor de soluções científicas para os desafios que a sociedade enfrenta”, afirmou.
O Secretário de Estado referiu que Moçambique está exposto aos efeitos das mudanças climáticas, incluindo ciclones, secas prolongadas e erosão, situações que, segundo disse, exigem respostas sustentadas pela investigação científica e pelo reforço da capacidade de resiliência das comunidades.
Defendeu igualmente que as políticas públicas devem ser formuladas com base em evidências científicas, tendo em conta a relação entre as dimensões ecológica, económica e social do desenvolvimento sustentável.
A transição energética foi outra das questões abordadas pelo governante, que apelou à aceleração da descarbonização, ao investimento em energias limpas e à adopção de modelos de ordenamento territorial ambientalmente sustentáveis.
Para concretizar estes objectivos, Macuácua defendeu uma maior articulação entre o Estado, as universidades, os centros de investigação, o sector privado, a sociedade civil e as organizações comunitárias.
Entre as prioridades indicadas para o período pós-congresso, destacou a criação de uma plataforma integrada de partilha de dados, informações e conhecimentos científicos sobre sustentabilidade ambiental, envolvendo instituições de ensino superior, organismos de investigação, entidades públicas e organizações comunitárias.
(AIM)
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