Parque Nacional de Banhine, província meridional de Gaza, Moçambique
Chimoio: Moçambique, 13 Out (AIM)– As autoridades governamentais na província de Manica pretendem definir, em coordenação com os operadores, estratégias para o redimensionamento e a vedação das coutadas, com vista a controlar a circulação de animais selvagens e evitar a sua incursão nas comunidades, onde ameaçam a vida da população e devastam campos agrícolas.
Numa primeira fase, o plano deverá ser implementado no distrito de Macossa, a norte da província de Manica, abrangendo a Coutada 13.
Na região, os animais selvagens destroem, em cada época agrícola, culturas diversas, comprometendo as metas de produção e os rendimentos das famílias camponesas.
A governadora da província de Manica, Francisca Tomás, explicou que a iniciativa visa melhorar o controlo dos animais selvagens, que, por vezes, devastam extensas áreas de cultivo e colocam em perigo a vida dos habitantes, sobretudo nas zonas tampão das coutadas.
Francisca Tomás assumiu este compromisso hoje (13), em resposta às preocupações apresentadas pelos líderes comunitários do distrito de Macossa, que se queixam da presença de animais selvagens nas zonas habitadas, onde destroem campos agrícolas e ameaçam a segurança da população.
«As vossas preocupações são do nosso conhecimento e nós, como Governo, havemos de estudar, juntamente com os operadores das coutadas, os melhores mecanismos para evitarmos que esses animais ameacem as comunidades», afirmou a governadora.
A governante assegurou que a primeira fase do plano será implementada no distrito de Macossa, podendo, posteriormente, abranger outras coutadas existentes na província de Manica.
«Numa primeira fase, o redimensionamento e a vedação serão feitos na Coutada 13. Depois, havemos de redimensionar outras coutadas, que igualmente serão vedadas. Queremos ter áreas destinadas aos animais e outras reservadas exclusivamente às actividades da população, onde as pessoas possam desenvolver a agricultura e produzir sem qualquer ameaça de animais bravios», explicou.
O distrito de Macossa possui duas coutadas, designadamente a Coutada 9 e a Coutada 13.
A Coutada 9 situa-se no extremo norte do distrito, fazendo limite com o distrito de Tambara. É uma das áreas de conservação da região, vocacionada para a gestão e o repovoamento da fauna bravia, bem como para o desenvolvimento do turismo cinegético.
Por sua vez, a Coutada 13 localiza-se na parte sul de Macossa, fazendo limite com o distrito de Báruè. A área integra o mesmo complexo ecológico, abrangido por projectos de restauração ambiental e de desenvolvimento comunitário sustentável.
Em conjunto, as duas coutadas integram o ecossistema de Macossa e Tambara, uma zona ecológica de importância estratégica, que inclui uma bacia hidrográfica e um corredor de fauna bravia ligado ao Parque Nacional da Gorongosa.
A visita da governadora da província de Manica ao distrito de Macossa tem a duração de dois dias e termina esta terça-feira.
Durante a visita, Francisca Tomás manteve encontros com a população, líderes comunitários, religiosos e outros segmentos da sociedade.
(AIM)
Redacção
