Presidente da República, Daniel Chapo, dirige um comício na cidade de Chimoio, capital provincial de Manica
Chimoio (Moçambique) 12 Mai (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, defende a necessidade da preservação da paz, unidade nacional e reafirma que o governo continuará a trabalhar para melhorar as condições de vida da população.
“Vimos a Manica para agradecer a confiança que merecemos da população para que a Frelimo e o seu candidato presencial, agora Presidente da República, possam dirigir os destinos deste país. Também reafirmar o nosso compromisso em continuar a servir o povo”, disse, hoje (12), Daniel Chapo, durante o comício no bairro da Soalpo, na cidade de Chimoio, capital da província de Manica.
Chapo destacou a unidade nacional, a paz e o desenvolvimento como sendo os pilares que vão nortear a sua governação no presente quinquénio (2005/25).
Referiu que a edificação de mais infra-estrutura públicas, bem como a melhoria da qualidade dos serviços de saúde, educação, saneamento, vias de acesso, aumento da produção agrícola, bem como outras áreas, constam da agenda do governação da Frelimo, partido no poder, em Moçambique, desde 1975.
“Este plano é que vai nortear a nossa governação. O nosso principal objectivo é garantir que os moçambicanos tenham melhores condições de vida. Mas, para isso, é necessário que estejamos unidos e num ambiente de paz. Estas são condições imprescindíveis para que tenhamos um Moçambique cada vez mais próspero”, afirmou o estadista moçambicano.
Daniel Chapo falou da paz, unidade nacional e condenou duramente a violência que caracterizou a reivindicação dos resultados eleitorais.
Lembrou que em Moçambique, em todos os pleitos eleitorais, desde 1994, alguns cidadãos que militam nos partidos da oposição contestam os resultados eleitorais.
As eleições, segundo o Presidente da República, são como um jogo de futebol durante o qual as equipas entram em competição e quando há um vencedor, é abraçado num ambiente de paz.
“Não queremos violência, principalmente nas eleições. No nosso país, em todas eleições tivemos violência ou outro tipo de reivindicação. Mas nas últimas eleições tivemos situações piores. Pessoas, antes de serem anunciados resultados eleitorais, decidiram declarar-se vencedores e convocaram manifestações para exigir vitória antes de os árbitros anunciarem oficialmente os resultados. Isso foi mau e extremamente perigoso para o país”, referiu Daniel Chapo.
Disse que a destruição de escolas, hospitais, armazéns de medicamentos, estradas, estabelecimentos comerciais, bombas de combustíveis e outras infra-estruturas preocupam o governo porque são bens de todos nós.
“O hospital é um bem do povo, as estradas também são de todos nós. Mas foram severamente afectados. Na política não há inimigos. Só há adversários. Por isso, condenamos essas atitudes que só retardam o desenvolvimento de Moçambique. Em Moçambique não pode existir alguém que acorda de manhã e diz que toda gente deve vestir camiseta preta. Isso é ditadura. A liberdade é um direito constitucional de todos os cidadãos”.
Referiu que não faz sentido a destruição de infra-estruturas. “Devemos combater a violência em todos os lugares onde estivermos, desde a nossa casa, no bairro, local de trabalho. Apesar da diferença, devemos amar o próximo sem qualquer tipo de violência”, acrescentou o Presidente da República.
Disse que as pessoas estão livres e fazem as suas escolhas religiosas, partidárias e outros tipos de associação sem ditadura.
Como moçambicanos, devemos combater a violência, discursos e evangelhos de ódios entre os moçambicanos.
“Por isso, quando terminam as eleições, aquele que ganha as eleições é presidente de todos, incluindo aqueles que não votaram nele. É isso que devemos fazer como moçambicanos. Portanto, vimos aqui para dizer obrigado, a população da província de Manica por continuar a confiar em nós”.
Através de uma mensagem apresentada pela população, os residentes da província de Manica pediram mais unidades sanitárias, escolas, vias de acesso, fontes de abastecimento de água potável e políticas concretas para habitação.
Em jeito de resposta, Chapo disse que as preocupações são legítimas e que merecerão maior atenção por parte do governo.
Ainda na manhã desta segunda-feira, o Presidente da República inaugurou as instalações do Centro de Formação Profissional de Chimoio pertencente ao Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo.
Tem a capacidade para formar, numa primeira fase, 1.100 formando por ano nas qualificações de serralharia civil, electricidade e informática básica.
As obras, de raiz, custaram 70 milhões de meticais do Orçamento de Estado. A empreitada teve a duração de cerca de um ano e compreende dois blocos que são de serralharia civil e soldadura e electricidade instaladora.
Tem balneários, casas de tipo II para os formadores, director, um sistema de abastecimento de água com a capacidade para 10 mil litros, uma casa de comando com um gerador. Também tem o sistema de iluminação por painéis solares.
Daniel Chapo disse que o centro de formação profissional de Chimoio é resultado dos esforços do governo que tem como objectivo criar mais emprego para os jovens e também gerar auto-emprego para os jovens.
Na cidade de Chimoio, primeiro de trabalho, para além de orientar um comício, dirigiu a sessão extraordinária conjunta, que contou com a participação de membros do Conselho Executivo Provincial e do Conselho dos Serviços de Representação de Estado, alargado aos administradores e os presidentes dos conselhos municipais.
Chapo reuniu-se ainda com jovens, funcionários públicos, chefes dos postos administrativos e localidades.
(AIM)
Nestor Magado (NM)/sg
