Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, recebe em audiência Embaixador do Japão acreditado em Moçambique, Hamada Keiji
Maputo, 08 Jul (AIM) – O Embaixador do Japão acreditado em Moçambique, Hamada Keiji, afirma que a Assembleia Legislativa, a Dieta Nacional, deseja incrementar a cooperação com a Assembleia da República (AR) o parlamento moçambicano.
Num breve contacto com a imprensa, minutos após o término de uma audiência que lhe foi concedida pela presidente da AR, Margarida Talapa, Keiji revelou que a Dieta Nacional está empenhada em criar um grupo parlamentar de cooperação e enviar deputados para Moçambique.
“Também conversamos sobre o futuro intercâmbio entre duas Assembleias […] que pretende formar um grupo de amizade parlamentar, Japão e União Africana, claro, incluindo Moçambique”, disse.
“Aliás”, continuou o diplomata, “nós temos muitos deputados que estão interessados em visitar Moçambique. Portanto, gostaria que, futuramente, acontecesse esse intercâmbio entre os deputados das duas Assembleias”.
Keiji fez questão destacar a visita de trabalho, recentemente realizada ao Japão, pela Primeira-ministra moçambicana, Benvinda Levi, que teve a oportunidade de manter encontros com os parlamentares japoneses, e que manifestaram o desejo de cimentar a cooperação com a AR.
“A Primeira-ministra, (Benvinda) Levi, teve a oportunidade de ter encontros com os representantes da nossa Assembleia”.
Keiji assegurou a manutenção do apoio do governo japonês aos deslocados vítimas dos ataques terroristas que tendem a reduzir drasticamente, em algumas localidades da província de Cabo Delgado, norte do país.
Keiji assegurou igualmente, a prestação da assistência às Forças de Defesa e Segurança que combatem os terroristas em Cabo Delgado.
“Falei com a presidente da Assembleia da nossa actividade de cooperação na província de Cabo Delgado, porque nós temos dois pilares: o primeiro pilar é a assistência humanitária, através das agências das Nações Unidas, e o segundo pilar é a cooperação para essa estabilidade nessa província, através do Ministério (moçambicano) do Interior”, afirmou.
Explicou de seguida que o apoio consiste na doação de vários equipamentos, incluindo veículos, barcos.
Keiji reconhece o esforço do governo de Moçambique para manter a estabilidade e segurança em Cabo Delgado, afirmando que é de interesse do governo nipónico estancar o terrorismo naquela província.
“Nós também queremos essa estabilidade porque não é apenas para o povo moçambicano que mora nessa província, mas também no projecto de extracção de gás natural liquefeito, porque existe uma empresa japonesa que pertence a um consórcio liderado pela empresa francesa TotalEnergies”, disse.
Keiji referiu que os benefícios do projecto de Gás Natural Liquefeito (LNG, sigla em inglês) concentrado na Área 1, da bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, calculado em mais de 20 biliões de dólares, não são apenas para os moçambicanos, “mas também para o povo japonês”.
“Então, nesse sentido, espero que seja levantado a força maior, o mais rápido possível”, disse.
O projecto LNG foi interrompido em 2021, devido a intensificação dos ataques terroristas em Cabo Delgado. Nos últimos meses, a TotalEnergies, companhia operadora, reafirmou o seu compromisso com a retomada do projecto.
(AIM)
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