Porta-voz da 10ª sessão do Conselho de Ministros, Salimo Valá
Maputo, 15 Set (AIM) – A Escola de Governação vai reforçar a capacitação permanente dos quadros do Estado para responder aos novos desafios da Administração Pública, incluindo a digitalização, a transparência e o combate aos crimes transnacionais.
A informação foi avançada hoje (15), em Maputo, pelo porta-voz da 17ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, Salim Valá, que explicou que a instituição pretende preparar os quadros dos diferentes níveis do Estado para melhor responder às necessidades dos cidadãos.
“É aquela escola que prepara os quadros para trabalhar no Estado, no Estado de Direito, a questão da transparência, a questão da gestão e das administrativas procedimentais próprias, por exemplo, do Estado”, disse Valá.
Segundo o porta-voz, a Administração Pública enfrenta, actualmente, desafios que não tinham a mesma expressão há uma ou duas décadas, com destaque para a digitalização e o surgimento de novas formas de criminalidade.
“Há 12, 15 anos atrás, há 20 anos atrás, nós não tínhamos uma situação em que a digitalização dominava a administração pública como hoje. Então, é um novo desafio, é uma nova demanda que as instituições têm de funcionar, tendo em conta esse sistema”, explicou.
Acrescentou que fenómenos como o branqueamento de capitais, lavagem de dinheiro e crimes transnacionais exigem novos conhecimentos e competências por parte dos funcionários públicos.
A Escola de Governação deverá, por isso, acompanhar as boas práticas de governação e administração pública, assegurando a formação contínua de quadros dos diferentes níveis do Estado.
“Vai poder acompanhar aquilo que são as boas práticas educacionais de governação, de administração pública e poder, permanentemente, estar a capacitar os quadros de diferentes níveis do Estado para melhor servir ao cidadão”, afirmou.
Valá defendeu que a modernização da Administração Pública deve ter como finalidade melhorar a prestação de serviços e facilitar a relação entre o Estado, os cidadãos e o sector empresarial.
“Este é o papel do Estado, contribuir para o desenvolvimento socioeconómico, para facilitar a vida do cidadão, para facilitar a vida do empresário, para facilitar a vida da população em geral”, sublinhou.
Na mesma sessão, o Conselho de Ministros aprovou resoluções que nomeiam Ana da Graça Simeone, para directora-geral da Escola de Governação e Nelson Laura Mabucanhane para director-geral adjunto para a Área de Formação e Aperfeiçoamento Profissional.
(AIM)
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