Maputo, 12 de Ago (AIM)- Da África Austral a Uganda, de Ruanda à Costa do Marfim, um ecossistema vibrante de startups está a transformar setores-chave como agritech, educação, meio ambiente e fintech, muitas vezes com o apoio de organizações multilaterais, investidores privados e programas de aceleração.
O movimento, que une inovação e impacto social, procura mutualizar recursos e experiências entre países africanos para criar soluções escaláveis. Conheça cinco exemplos que se destacam.Escreve AGI.
A startup converte resíduos plásticos em telhas duráveis e resistentes, oferecendo uma alternativa sustentável e acessível. O produto já se consolidou no mercado local e contribui para a redução da poluição por plástico.
Especializada na reciclagem de baterias de equipamentos elétricos e eletrônicos, a CleanTech recupera baterias de veículos elétricos e outros dispositivos para reaproveitamento na armazenagem de energia.
Criou uma rede social no estilo LinkedIn que conecta professores entre si e com escolas, ONGs e administrações públicas. O objetivo é fortalecer a educação local, promovendo um ecossistema colaborativo e independente de modelos importados.
Focada em agricultura, a empresa quer reverter a crise das pequenas explorações agrícolas africanas. Oferece suporte para aumentar a produtividade, melhorar a credibilidade e facilitar o acesso a crédito e investidores.
Aplicativo móvel que recolhe, lava, seca, passa e devolve roupas em até quatro horas, oferecendo conveniência e agilidade no dia a dia urbano de Abidjan.
Além destes casos, cresce a relevância da Plataforma Pan-Africana de Pagamentos e Liquidação (PAPSS), iniciativa do Afreximbank que conecta bancos e prestadores de serviços de pagamento para permitir transações instantâneas entre países africanos. A plataforma visa reduzir a complexidade e os custos de pagamentos transfronteiriços, alinhando-se à implementação da Zona de Comércio Livre Continental Africana (Zlecaf).
Segundo especialistas, o PAPSS não só facilita o comércio intra-africano e reduz a dependência de moedas estrangeiras, como também promove maior transparência, melhor supervisão das transações e potencial aumento de receitas fiscais para os Estados-membros.
Com soluções inovadoras que vão da reciclagem à inclusão financeira, estas startups mostram que a África não é apenas um mercado emergente, mas também um polo crescente de criação tecnológica com impacto global.
