PR na abertura do XII Festival Nacional da Cultura, na cidade de Tete
Tete (Moçambique), 18 de Ago (AIM) – A cidade de Tete, capital da província homónima, despertou envolta de sons e cores que atravessam as ruas e palcos da cidade, num cenário que marca o arranque da XII edição do Festival Nacional da Cultura (FNC), festividades acompanhadas por cerca de 1.200 pessoas.
A XII edição do FNC transforma a cidade de Tete num grande mosaico de expressões artísticas, onde a tradição e a modernidade se entrelaçam, celebrando a diversidade de Moçambique, sem, no entanto, apagar os marcos da ancestralidade – tal como apelou o Chefe do Estado, Daniel Chapo, durante a abertura das festividade.
Desde cedo, os espaços culturais foram ocupados por jovens artistas que davam vida aos palcos com danças tradicionais, cantos e espectáculos de percussão, enquanto diferentes ritmos ecoaram pelo palco principal, enchendo o ar de melodias que cruzam gerações e províncias, ao mesmo tempo em que grupos de dança representavam cores, gestos e movimentos de diferentes culturas.
Num único palco, um bailado coreográfico reflectia a riqueza cultural de Moçambique e a força da juventude em preservar e reinventar a tradição.
O local transformou-se em corredor de culturas, com espaços de artesanato, feiras e exposições de rica gastronomia e escultura. As cores vibrantes das roupas típicas contrastavam com as cores da Bandeira Nacional e o azul do céu, criando uma atmosfera que celebrava a identidade nacional.
O FNC, além de espectáculo, torna-se num espaço de intercâmbio. Artistas de diferentes províncias trocam experiências, estilos e saberes, reforçando os valores da unidade nacional, com performances que mostram o dinamismo da cultura moçambicana.
Durante os próximos cinco dias, os palcos deverão ganhar ainda mais vida com danças colectivas, cantos harmoniosos e ritmos acelerados unindo o público em celebração que simboliza o ponto mais alto das festividades culturais de Moçambique.
No XII FNC, em Tete, as cores, ritmos e tradições continuam a marcar o início do festival, claro simbolismo de que a identidade moçambicana é viva, múltipla e capaz de se reinventar com a energia da juventude.
Aliás, o Presidente da República, disse no local que a viragem do cenário, onde a juventude passa a ser produtora activa da cultura nacional, nas diferentes manifestações, e não apenas consumidora, permite que a história e a identidade de Moçambique seja reescrita, ao mesmo tempo que permite que a cultura moçambicana seja elemento de respeito mútuo de convivência harmoniosa.
(AIM)
SC/sg
